Tempo de esperança

Opinião

Ivanor Dannebrock

Ivanor Dannebrock

Gestor Educacional e Integrante da Equipe Dale Carnegie

Tempo de esperança

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Especialmente neste ano vivemos momentos tensos no que diz respeito a eventos climáticos, ao descontrole de contas na economia brasileira, nas incursões terroristas em Israel. São alguns exemplos. Mas as maiores enchentes da história do Vale desestruturaram nossa gente e nossos municípios, sabendo que a previsão de outra cheia é iminente.

Como sobreviver a tudo isso? Temos na resiliência, na fé e na esperança, a força que sustenta as ações práticas.A cultura de nossa região é baseada no trabalho, desde a vinda dos imigrantes. Aqui nós superamos as propaladas promessas de socorro financeiro de governos, que não chegam, com trabalho, por mais difícil que seja. Reerguer-se pode demorar um tempo maior, mas será um fato logo mais, porque a esperança é a capacidade de esperar, agindo. Acredito que a fé é a base da esperança, e ambos permeiam a retomada, o sentimento de otimismo vem na esteira, e assim vencemos todas as agruras.

Resiliência é retomar o formato original depois de deformações sofridas, de eventos destruidores que temos que superar. Tudo isso está intrinsecamente ligado ao empreender, ao começar de novo. Nós temos a capacidade de analisar e escolher. Quem faz a economia girar é o trabalho, são os empresários, que apesar dos desastres das ações dos nossos governantes (déficit nas alturas, aumento real de impostos e tentativa de aumento do ICM’s), não desistem, produzem riqueza e empregos, sempre continuam dando muitos frutos.

Lincando tudo isso à filosofia, que faz entender nossa condição humana na Terra, trago uma reflexão de uma pensadora política que não gostava de ser chamada de filósofa:

“A característica comum ao processo biológico do homem e ao processo de crescimento e declínio do mundo é que ambos fazem parte do movimento cíclico da natureza; sendo cíclico, esse movimento é infinitamente repetitivo; todas as atividades humanas provocadas pela necessidade de fazer face a esses processos estão vinculados aos ciclos recorrentes da natureza e não tem, em si, qualquer começo ou fim propriamente dito.” Trago essa citação de Hannah Arendt, da obra A Condição Humana, para corroborar a tese de que na história do nosso planeta vivemos ciclos, tendo o homem pouca influência sobre os mesmos. E aproveito para homenagear uma cidadã do mundo, feroz no combate ao totalitarismo, vítima do racismo antissemita, o qual jamais deveria ser esquecido, como vimos numa tentativa de alguns setores em nível mundial, e até de uma infeliz parcela da academia brasileira. E sublinho uma frase célebre da cientista judia-alemã: “Pensar é perigoso, e não pensar é mais ainda”.

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