Arte que vira resistência

Opinião

Bibiana Faleiro

Bibiana Faleiro

Jornalista

Colunista do Caderno Você

Arte que vira resistência

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Mais uma vez, um mês, uma data, para recordar o que deveríamos lembrar todos os dias. O Mês da Consciência Negra chega ao fim, mas a luta contra o racismo não termina aqui. Tantos erros do passado ainda são presentes e afetam a realidade de muitas pessoas. Desde o momento em que a cor de pele se tornou uma medida de diferenciação dos povos, há muito o que ser feito para essa retratação histórica.

Já é possível perceber muitas personalidades negras ocupando cargos importantes e divulgando a cultura nos palcos pelo país. É justamente a arte uma das responsáveis por fazer com que o passado e o presente do povo não se apaguem. E é sobre ela que falamos nesta edição.

Se não nossos, os ídolos de muitos de nossos pais ao longo da história são negros. Seu Jorge, Alcione, Elza Soares são alguns dos artistas que fizeram história na música brasileira. Para os jovens, Emicida está entre os mais conhecidos. Mas há muitos outros.

Na Tv brasileira, Taís Araújo foi uma das protagonistas e representa as mulheres negras ainda hoje, com a participação em muitas novelas que acompanhamos na Tv. Também ouvimos falar muito do Grande Otelo que, ao longo das décadas de 1930 a 1950, participou de numerosas peças do teatro de revista e ganhou o público do audiovisual também.

Esta história já começa a ser contada lá na década de 1930 e ganha forma ainda antes dos anos 2000. E, hoje, novos cantores e atores surgem para continuar esse legado e se misturar a outras produções brasileiras de destaque. A diversidade ainda está em alta. Que seja sempre assim.

Mas é preciso entrar na onda e consumir a cultura, seja a que vem de berço ou a que conhecemos ao longo da vida. Sem julgamentos, de coração aberto e disposto a ver todos, sem distinção, se destacarem.

Boa leitura!

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