Pais denunciam falta de funcionários em escola estadual de Westfália

EDUCAÇÃO

Pais denunciam falta de funcionários em escola estadual de Westfália

Posto de servente de limpeza está desocupado desde o meio do ano passado, enquanto a instituição está sem merendeira desde o início de 2023. Três disciplinas carecem de professores, o que interfere na rotina dos cerca de 80 estudantes

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Pais denunciam falta de funcionários em escola estadual de Westfália
Escola foi inaugurada em 2014 e contava com 115 alunos. Hoje, cerca de 80 jovens estudam na instituição (Foto: Jhon Willian Tedeschi)
Westfália
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

A comunidade da Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Westfália convive há mais de um ano com a falta de serviços básicos, como o de servente de limpeza. Alunos e funcionários atuam na manutenção dos espaços comuns. Outros postos dentro da instituição estão em aberto, como merendeira e professores de três disciplinas.

As turmas funcionam nos turnos da tarde e da noite. A rotina de ensino também foi afetada, sem aulas de comunicação e marketing, inglês e artes. Mãe de duas alunas na escola, Gabriele Schneider Bentancor relata que sempre houveram dificuldades na escola, mas nunca por tanto tempo. Ela conta que em outros momentos as aulas foram suspensas, pela ausência de professores de português e matemática.

A 3ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) recebeu autorização da Secretaria Estadual da Educação (Seduc) nessa terça-feira, 15, para a contratação de um novo docente para a escola. A partir disso, de acordo com nota, “a Divisão de Gestão de Pessoas inicia o processo de chamamento dos candidatos à vaga, para atuação nos componentes curriculares de Língua Inglesa e Artes, bem como na Trilha de Aprofundamento Curricular de Comunicação e Marketing”.

De acordo com Gabriele, desde julho do ano passado não há aditivo para servente atuar na escola que atende a cerca de 80 jovens, e do início de 2023 para cá falta merendeira na equipe. “Os alunos não estão recebendo alimentação escolar. Tem alimentos comprados, mas como não tem merendeira, estes provavelmente irão vencer”, diz.

Ela acrescenta que foi feito um contato com a 3ª CRE no intuito de tentar resolver a situação. “Professores e alunos fazem a faxina e agora os alunos estão limpando até os banheiros. A CRE fala que está em processo de contratar uma merendeira e faxineira, mas isto vem se arrastando a meses e os alunos como ficam?”, questiona.

A coordenadoria respondeu à reportagem em outra nota, onde afirma que será feita a contratação de terceirizados para os postos e que o contrato está sob análise da Assessoria Jurídica da Seduc. No comunicado, a CRE ressalta que “os candidatos inscritos nas bancas foram chamados, porém não estavam mais interessados nas vagas”. No último edital publicado em julho, nenhum candidato estava apto a ocupar as funções.

Críticas à burocracia

Gabriele menciona que a administração municipal de Westfália ofereceu uma funcionária para ocupar o posto na escola estadual, o que não foi aceito pela CRE. Conforme informado pela coordenadoria, não é permitido legalmente para o município, tampouco para o estado.

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