Postos registram filas antes do reajuste nas bombas

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Postos registram filas antes do reajuste nas bombas

Gasolina sobe R$ 0,41 e diesel R$ 0,78 às distribuidoras. Petrobras ajusta preço nas refinarias com intuito de equilibrar mercado interno frente a elevação dos combustíveis no exterior

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Atualizado quarta-feira,
16 de Agosto de 2023 às 00:23

Postos registram filas antes do reajuste nas bombas
Foto: Filipe Faleiro
Lajeado
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

A Petrobras anunciou o reajuste dos preços da gasolina e do diesel a partir desta quarta-feira, 16. A gasolina tipo A (produzida pelas refinarias e entregue às distribuidoras), terá aumento de R$ 0,41 por litro e passará a ser vendida por R$ 2,93. O aumento é de cerca de 16%. Para o diesel, a Petrobras aumentará o preço médio de venda para as distribuidoras em R$ 0,78, chegando a R$ 3,80 por litro. O reajuste representa 26%.

Estimativas apontam impacto para os consumidores. A estimativa é que o preço médio do litro da gasolina no RS se aproxime dos R$ 5,90. Enquanto o diesel, fique em torno dos R$ 5,65 a R$ 5,70.

Organizações ligadas ao setor dos combustíveis consideram oportuna a revisão, pois o preço da Petrobras estava defasado na comparação com o mercado exterior.

Uma delas é a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Em relatório divulgado em 10 de agosto, aponta que desde a mudança na política (com o fim do Preço de Paridade Internacional), a defasagem chegou a 30%.

Em entrevista à Rádio A Hora 102.9, no programa O Vale em Pauta, o presidente do Sulpetro, João Carlos Dal’Aqua, explica que o movimento da Petrobras era esperado. Segundo ele, a estatal passa um recado ao mercado com o reajuste, que por mais dificuldades que possam existir, não se repetirão problemas do passado, onde a estatal foi sacrificada para segurar o avanço inflacionário.

Em cima disso, o reajuste às distribuidoras também é uma forma de assegurar o abastecimento no país. Esse será o primeiro aumento desde a implantação da nova política comercial da companhia.

A Petrobras justificou os aumentos dizendo que os preços do petróleo se consolidaram em outro patamar e que está “no limite da sua otimização operacional, incluindo a realização de importações complementares”.

Assista a entrevista na íntegra

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