“Amamentar é dar o melhor alimento para o bebê”

NOSSOS FILHOS

“Amamentar é dar o melhor alimento para o bebê”

Agosto é o mês do incentivo à amamentação. Entender a melhor maneira de organizar a rotina de retorno ao trabalho, utilização de extratores de leite e o processo de desmame são questões entre pais e, principalmente, as mães

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“Amamentar é dar o melhor alimento para o bebê”
Foto: Ariana de Oliveira

O leite materno, além de auxiliar na formação da imunidade, é considerado padrão ouro de alimentação para o bebê. Criado em 1992 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Agosto Dourado é o mês do incentivo à amamentação e, neste ano, conta com o tema do retorno ao trabalho das mães e as preocupações do período.

Para falar sobre o assunto, a nutricionista e consultora em aleitamento materno, Patrícia Bergjohann e a fonoaudióloga e consultora em amamentação, Joanna Moraes participaram, na última quinta-feira, 3, de “Nossos Filhos”, programa multiplataforma do Grupo A Hora.

Segundo as profissionais, a data é um marco importante para a divulgação de informação para as mães e, principalmente, para que a sociedade entenda as necessidades e dificuldades desse período. “Não basta somente a mulher desejar amamentar. É preciso mais políticas públicas, trabalho social e incentivo da comunidade”, frisa Joanna.

Segundo ela, a volta ao trabalho é um momento de angústia para as mulheres. Além de quebrar o contato direto com o bebê, a possibilidade de produzir menos leite e que a criança não queira mais o seio angustiam as responsáveis.

Joanna explica que é um processo natural. “A quantidade de produção diminui e o desmame também acontece aos poucos. O importante é que a mãe cuide de si para que o processo seja o mais tranquilo possível”. Ela reforça que se manter hidratada, comer bem e cuidar da saúde mental é muito importante no processo.

A profissional acrescenta, ain- da, que amamentar não é um medidor de amor. “Muitas mulheres sofrem por não conseguir dar leite para as crianças, como se fosse uma obrigação. Complicações acontecem com todo mundo. Por isso frisamos que, aquela mãe que não consegue amamentar, ama o bebe tanto quanto quem consegue”, aponta.

Planejamento

Para Patrícia, organizar a rotina e iniciar um planejamento antecipado da amamentação e do uso da bomba de extração é muito importante. “A preparação organiza as famílias e ajuda a deixar a mãe mais calma. Saber com quem o bebê vai fi car ou se começa a escolinha, também auxilia na rotina com a adaptação do extrator”, detalha.

A nutricionista comenta que é sempre melhor antecipar a familiarização com o utensílio. Segundo ela, todo o processo deve ser adequado à família. A recomendação é que dois meses antes do retorno as ordenhas sejam iniciadas para preparar a mulher e 15 dias antes um estoque seja estabelecido.

“A extração não é algo fácil. Durante os primeiros meses é uma missão fazer amizade com o aparelho”, complementa Joanna. Ela explica que amamentar o bebê é um processo sensorial que traz estímulos para a mãe e que quanto mais relaxada ela estiver, melhor será. Por isso, afirma que é preciso calma e um espaço acolhedor para que, de fato, consiga fazer com que a extração aconteça.

Quando iniciar com a mamadeira?

Quando começar com o uso de mamadeiras, copos e chupetas é uma das grandes dúvidas entre os pais. Para as consultoras, o ideal é que os bebês tenham uma amamentação exclusiva até os 6 meses e, se esse tempo não for possível, o mais aconselhável é esperar o maior tempo possível.

Joanna explica que mamadeiras e chupetas podem causar o desmame precoce. Ela aconselha que esses utensílios sejam substituídos por copos e colheres dosadoras. “A decisão de quando introduzir os itens sempre será da família. Eu estou aqui para passar a informação e fazer minhas recomendações”, reforça.

“Nós temos que preparar os pais em relação ao uso dessas novas alternativas. Muitas vezes eles recorrem aos métodos tradicionais, e cabe a nós informá-los”, acrescenta Patrícia.

A profissional frisa que, no início, é normal que o bebê estranhe o uso dos objetos, mas que, com a orientação dos pais e aumento da frequência do uso, ele se acostume e o processo de transição seja tranquilo.

Patrícia afirma que todo esse processo deve ser feito antes que a criança entre na escolinha. “Essa responsabilidade não é da escola. Ele tem que ser ensinado em casa e, quando chegar no local, já sabendo usar, a instrução será repas- sada para a cuidadora”.

Benefícios

O leite materno é um alimento completo. Até os 6 meses, o bebê não precisa de nenhum outro alimento

  • É rico em anticorpos, protegendo contra diarreia, infecções respiratórias, alergias, além de diminuir o risco de hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade.
  • Favorece um contato mais íntimo entre a mãe e o bebê.
  • Sugar o peito é um excelente exercício para o desenvolvimento da face da criança, ajuda a ter dentes bonitos, a desenvolver a fala e a ter uma boa respiração.

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