Projeto que incentiva diagnóstico precoce do autismo avança na câmara de Lajeado

SAÚDE

Projeto que incentiva diagnóstico precoce do autismo avança na câmara de Lajeado

Pediatra e presidente da ONG Azul Como o Céu responderam questionamentos de vereadores sobre o tema

Projeto que incentiva diagnóstico precoce do autismo avança na câmara de Lajeado

As comissões permanentes da Câmara de Vereadores de Lajeado liberaram para votação, nesta segunda-feira (19), o projeto que torna obrigatória avaliação médica em crianças recém-nascidas até trê anos em relação ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). A medida inclui clinicas, maternidades e hospitais públicos ou conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS).

A matéria vai incluir a Ordem do Dia da sessão desta semana. Nesta segunda-feira participaram da Reunião Das Comissões o médico pediatra João Paulo Weiand e o presidente ds Organização Não Governamental (ONG) Azul como o Céu, Rogério de Oliveira, que representa os autistas e seus familiares em Lajeado.

Weiand explica que o sucesso no tratamento está associado a velocidade no diagnóstico. Conforme o pediatra, no Brasil ao menos um em cada 100 nascimentos é de uma criança com algum grau de autismo. “Com uma intervenção a partir de cedo podemos atingir melhores resultados”, especifica.

Oliveira avalia que o problema é mais grave para quem depende do serviço público. Para o presidente da ONG Azul Como o Céu, em Lajeado, é preciso estimular o diagnóstico precoce e reforçar o atendimento prestado na Casa Verde, instituição criada para dar suporte especializado para crianças que apresentam o TEA. “É deficinte o processo por que uma hora ou duas de intervenção
não contribui para a evolução dessas crianças. São cerca de tréês meses de atendimento e o transtorno é vitalício”, justifica.

Autora do projeto, a vereadora Ana da Apama (MDB) enfatiza a importância do envolvimento de profissionais da saúde e líderes da causa para aprimorar o serviço oferecido. “Grande passo para os autistas em Lajeado”, considera.

De acordo com a justificativa do projeto, a análise é baseada em fatores clínicos para crianças entre zero e 18 meses. São 31 indicadores analisados na relação do recém-nascido com seus cuidadores. Para aqueles que tiverem acima de 18 meses, a avaliação preliminar considera 23 tópicos antes do diagnóstico ser estabelecido.

O texto garante ainda encaminhamento imediato dos casos em que o TEA é reconhecido para atendimento nas áreas de pediatria, psiquiatria, neurologia, psicologia, fonoaudiologia e psicopedagogia, terapia ocupacional e fisioterapia nas redes municipais de saúde e de educação.

Sobre o TEA

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é resultado de alterações físicas e funcionais do cérebro e está relacionado ao desenvolvimento motor, da linguagem e comportamental. O TEA afeta o comportamento da criança. Os primeiros sinais podem ser notados em bebês nos primeiros meses de vida.

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