Conceito de vida?

Opinião

Ledi Giongo

Ledi Giongo

Secretária Executiva da Cooperativa Dália

Conceito de vida?

Por

Britagem Cascalheira | VERTICAL

A vida é efêmera.

Por isso, é assustador pensar no quanto ela pode ser breve. Sua fragilidade contrasta com a força que se busca para mantê-la o mais longa possível. Porém, há situações em que é inconcebível, mesmo que se tente, exaustivamente, estendê-la e propagá-la por mais tempo.

Também é espantoso saber que, de um lado, há quem deseje prolongar a sua vida, mesmo que esta insista em ir embora lentamente, sem aviso prévio, motivo ou justificativa. De outro, existe quem tencione abreviá-la enquanto ela persiste em manter-se ativa, numa espécie de desafio a um anseio tão perturbador e instável.

Fazendo um balanço simplório, penso que a vida precisa ser dosada com afeto e cuidado; ser vivida de “dentro para fora”, pois sabe-se com certeza a data de seu início, mas não a de seu encerramento. Portanto, manter-se no chamado “piloto automático” não é aconselhável.

Como assim, de “dentro para fora”? Simples: as expectativas precisam ser pessoais e atender às próprias necessidades e não apenas absorver e processar os anseios externos. Cabe lembrar que cada um é soberano absoluto de sua vida, o ator principal de uma peça viva e o autor de uma história real que está sendo escrita.

Com base nisso, precisamos ter consciência de que a efemeridade de nossa vida é um bom motivo para pensarmos duas vezes antes de desperdiçar as oportunidades que temos de praticar a felicidade e a repartirmos com outras pessoas. De fato, muitas vezes, perdemos horas preciosas com coisas “pequenas” e não damos a devida atenção àqueles que diariamente estão ao nosso lado, nos apoiando e incentivando com apenas um sorriso ou um olhar e com quem podemos compartilhar experiências de felicidade.

E passa a noite, e o sol nasce e volta a adormecer outra vez, e continuamos na mesma rotina, desejando o que não temos e esquecendo de dar a atenção ao que dispomos. E, assim, vivemos nossa vida às avessas, “de fora para dentro”, cultivando uma existência sem, de fato, vivê-la, remanescendo simplesmente das expectativas e aspirações alheias, sem contestar e construir qualquer coisa que não seja algo capaz de agradar a alguém.

Até que um dia… inesperadamente, acordamos, olhamos para trás e nos questionamos: e agora?

Agora o quê? Rápido… comece a olhar para dentro de si e avaliar o que realmente interessa: o abraço de um filho, o olho no olho com o parceiro, uma conversa amistosa com o vizinho, uma refeição sem pressa com a família. De fato, a vida que passa, a palavra que não foi dita, a mão que não se ergueu para acariciar a quem se ama, o abraço que não foi compartilhado, o cultivo da sensação de pertencimento não podem mais esperar. O resto pode.

Na verdade, nunca somos velhos ou jovens demais para amar ou olhar para a frente e apreciar os pequenos detalhes da vida, os quais são a razão de nossa existência que, mesmo efêmera, existe. Portanto, ela precisa ser vivida de “dentro para fora”!

Ainda estamos em tempo: então, não a desperdicemos! A vida é o maior presente que recebemos! Gratuitamente. Valorizemo-la!

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