Com 56 casos confirmados de dengue, Encantado acende alerta regional

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Com 56 casos confirmados de dengue, Encantado acende alerta regional

Contágios foram constatados por meio de testes rápidos da Secretaria Municipal de Saúde nas últimas três semanas

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Com 56 casos confirmados de dengue, Encantado acende alerta regional
Comitê de Crise foi instalado no Executivo para alinhar estratégias de combate ao mosquito transmissor. Créditos: Divulgação
Encantado
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Mais de 50 casos de dengue foram confirmados por testes rápidos nas últimas três semanas em Encantado. Desses, 21 são no bairro Lago Azul. Conforme o prefeito Jonas Calvi, desde que o primeiro contágio foi notificado, em 23 de janeiro, todas as famílias do bairro passaram a ser acompanhadas pela equipe de Vigilância em Saúde.

Calvi explica que no Lago Azul fica uma das grandes empresas do município, que recebe funcionários de outras cidades. A suspeita é que as infecções dispararam a partir da chegada de pessoas contaminadas de outros municípios. A quantidade de pontos de água parada na localidade também é apontada pelos agentes da vigilância ambiental.

Os 56 casos foram contabilizados a partir dos testes feitos no município. Já a Secretaria Estadual de Saúde do RS confirmou 17 das 62 notificações feitas desde o início do ano até essa sexta-feira, 10. “Os exames locais estavam mais rápidos. Resolvemos antecipar as ações, para diminuir as ocorrências”, afirma Calvi. Todos os casos são do tipo 1.

De acordo com o agente de saúde do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Elson Rezende da Silva, a situação é preocupante. “Os casos de pessoas contaminadas evoluíram rapidamente”, ressalta. Silva garante que todas as ações preconizadas no Programa Estadual de Controle do Aedes estão sendo feitas, mas há pouca participação da população.

Nessa sexta-feira, 10, a equipe municipal de saúde se reuniu com a Secretaria Estadual. Para combater a proliferação do mosquito, serão disponibilizados dois veículos do Estado capazes de fazer a pulverização com o inseticida Cielo.

Comitê de Crise

Desde o início da semana, técnicos do Cevs foram chamados para auxiliar no diagnóstico, controle e fiscalização. O Comitê de Crise foi instalado no Centro Administrativo Municipal para alinhar as estratégias de combate e disseminação do mosquito e da doença.

O grupo é formado por integrantes da Secretaria Municipal de Saúde, Centro de Operações Emergenciais (COE), técnicos de epidemia e vigilância sanitária, agentes de endemia e integrantes da Cevs.

Nos últimos dias foi adotada a técnica de bloqueio, no raio de 150 metros de cada caso confirmado, com a aplicação do produto Cielo. O trabalho já foi feito nos bairros Lago Azul, Planalto, em uma área do centro e no Bairro Lambari.

Conforme Silva, o inseticida Cielo é uma ação complementar, mas que não resolve o problema. “A eficácia dele é em torno de 30%. Porque o produto não mata a larva e o ovo. Ele só mata o mosquito adulto, e por contato. Para realmente cortar a circulação do aedes é preciso evitar os criadouros. Porque não adianta matar 20 mosquitos e nascer 100. É necessário cortar o mal pela raiz, ou seja, não deixar o mosquito nascer”, destaca.

A sazonalidade da doença é compreendida entre os meses de dezembro e maio, período em que a transmissão aumenta. No ano passado, o maior número de confirmações ocorreu em abril e maio.

Agentes de combate a endemias, da administração de Lajeado, fazem vistorias em locais que podem acumular água parada

Lajeado

Até sexta-feira, 10, a Secretaria de Saúde de Lajeado contabilizava sete casos em investigação no laboratório do estado. Neste ano, ainda não foi confirmado nenhum caso. “O monitoramento segue, tendo em vista que o índice de infestação para o mosquito está bem alto”, explica a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Juliana Demarchi.

Em janeiro, foram contratados dois novos agentes epidemiológicos. O município aposta também em palestras sobre o assunto e ações de conscientização nas escolas.

Estrela

Até o momento, Estrela contabilizou um caso de dengue no ano, que já está recuperado. A cidade não tem casos ativos. O último levantamento oficial mostra que os índices de infestação subiram nos dois últimos meses. Mais de 97% das ocorrências são registradas em terrenos particulares.

Segundo o relatório da Vigilância Ambiental da cidade, em outubro, foram inspecionados 575 imóveis e coletadas 107 amostras. Destas, 29 foram positivas para o mosquito da dengue. Em janeiro, foram inspecionados 658 imóveis e coletadas 146 amostras. Dessas, 95 foram positivas para a presença do mosquito.

Arroio do Meio

A administração municipal contabilizou um caso positivo via teste rápido até essa sexta-feira, 10. O resultado foi encaminhado ao Levantamento de índice rápido de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) para confirmação do Estado até segunda-feira, 13.

Teutônia

Neste ano, o município contabilizou 11 casos suspeitos de dengue. Oito foram negativos e três seguem em análise. Os agentes de endemias de Teutônia alertam para o grande número de larvas encontradas nos bairros.

Casos ativos nas maiores cidades do Vale

Encantado – 56

Lajeado – 0

Estrela – 0

Arroio do Meio – 1

Teutônia – 0

*Os dados são referentes ao controle feito pelas secretarias municipais de Saúde.

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