Rede municipal retoma aulas na Educação Infantil

ESTRELA

Rede municipal retoma aulas na Educação Infantil

Com o aumento na procura pelas creches do município, governo reorganiza espaços e monta estratégias para atender a maior parte das crianças. Na avaliação dos gestores, as desistências de famílias atrapalham a formatação das turmas.

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Rede municipal retoma aulas na Educação Infantil
Foto: Karine Pinheiro
Estrela
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A retomada das aulas na Educação Infantil apresenta desafios à administração municipal. O ano letivo de 2023 será o primeiro sem restrições desde o início da pandemia, no começo de 2020. A rede municipal de Estrela faz os últimos preparativos para receber as crianças a partir da próxima segunda-feira, 6. Ao todo, são esperados cerca de 1,5 mil alunos em berçário, maternal e jardim.

As duas primeiras semanas são para atividades extracurriculares, onde ocorrem atividades lúdicas e recreativas, com acompanhamento dos monitores. Os educadores se integram às turmas a partir do dia 22, quando iniciam as tarefas curriculares.

O retorno sem protocolos que limitem as atividades é comemorado pela coordenação. “É aí que encontramos muitas coisas boas. Os maiores desafios nós já passamos, agora é encarar o novo, com muita vontade de começar e mostrar o que aprendemos no período de pandemia”, ressalta a coordenadora da educação infantil, Fabrícia Dias. Para atender à demanda, são feitas adequações em alguns espaços, transformados em salas de aula.

Ampliação no quadro funcional

Fabrícia explica que o mês de janeiro foi de manutenções nas escolas, para que as estruturas estejam aptas a começar os atendimentos aos alunos. Outra medida foi nomear servidores para o início das atividades. “Nosso cuidado foi para que o quadro de pessoal estivesse completo”, afirma.

No fim do ano passado o governo foi autorizado a contratar profissionais para a área da educação, com vínculos temporários e emergenciais para os 182 funcionários. Eles atuarão pelo período de seis meses, em substituição aos que estejam em licença ou em cargos de gestão. O maior número será para a função de monitores da educação infantil, com 129 vagas.

Inscritos desistentes

A desistência de famílias é um fator que chama a atenção da equipe da Secretaria da Educação. Apenas em janeiro, 48 responsáveis por alunos não atenderam ou retornaram os chamados da equipe responsável pela organização das vagas. “Fazemos uma busca ativa, com visitas domiciliares, para evitar que ocorram mais desistências”, indica a secretária Elisângela Mendes. Entre os principais motivos listados estão saída da cidade e busca por outra opção de escola.

Conforme a legislação municipal, a família deve confirmar a vaga em até 10 dias após o primeiro contato da instituição. Caso não se manifeste dentro desse período, ou não seja possível contato telefônico ou presencial, a vaga será perdida. “Quando isso ocorre, reorganizamos os espaços”, acrescenta Fabrícia.

Lista de espera preocupa

Mesmo com as 1,5 mil crianças aguardadas nas 13 Emeis, a fila para eventuais vagas mantém a equipe da secretaria em alerta. A projeção é que as atividades iniciem com cerca de 50 alunos no aguardo por colocação em alguma das escolas. Na análise da secretária Elisângela, as vagas de quem abriu mão amenizam o problema, mas não resolvem, uma vez que as faixas etárias podem não coincidir.

O município conta com 13 Escolas Municipais de Ensino Infanfil (Emeis) que atendem a crianças entre quatro meses e seis anos. A distribuição das vagas são feitas conforme um zoneamento definido por lei. A última atualização da sistemática foi em julho de 2021, com o detalhamento conforme a localização das residências dos inscritos.

Enquanto os pais preparam os filhos, professores e funcionários organizam ambientes escolares (Foto: Jhon Willian Tedeschi)

Aumento na procura

Alguns aspectos fazem a busca pelas escolas municipais aumentar. A opção por sair das instituições particulares e estaduais, a escolha das famílias por morar em Estrela e o aumento natural da população. Isso causa um entrave, uma vez que há quem recuse vagas na rede estadual, para tentar lugar pelo município.

A situação se verifica não apenas na educação infantil, mas também nas turmas do ensino fundamental. No fim de 2020, quando foi anunciada como secretária, Elisângela lembra que eram 3.489 alunos matriculados na rede municipal. Para 2023, são aguardados cerca de 4 mil crianças e jovens, o equivalente a um aumento próximo aos 15%.

Bairro aguarda creche

Uma área está reservada para a construção de uma nova Emei no bairro Boa União, o mais populoso de Estrela e que concentra a maior espera por vagas. São cerca de 5,7 mil m² destinados para o prédio e abertura de via de acesso entre as ruas Padre José Junges e Adão Henrique Fett. Falta a formalização da transferência do imóvel, o que impede a abertura da licitação. No entanto, ainda não há perspectiva de quando isso será encaminhado.

Vagas na microrregião

  • Bom Retiro do Sul
    5 Emeis
    748 matriculados
    Fila zerada
  • Colinas
    Escola única
    64 matriculados
    Fila zerada
  • Estrela
    13 Emeis
    Cerca de 1,5 mil matriculados
    Fila de cerca de 50 crianças
  • Fazenda Vilanova
    2 Emeis
    192 matriculados
    Fila de 14 crianças
  • Imigrante
    2 Emeis
    Cerca de 80 matriculados
    Fila zerada

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