Série sobre Boate Kiss estreia hoje na Netflix

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Série sobre Boate Kiss estreia hoje na Netflix

Obra é baseada no livro “Todo dia a mesma noite”, de Daniela Arbex. A produção conta com atuação de destaque da atriz lajeadense Gabriela Munhoz

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Atualizado quarta-feira,
25 de Janeiro de 2023 às 08:20

Série sobre Boate Kiss estreia hoje na Netflix
Gabriela Munhoz interpreta a capitã da Brigada Militar de Santa Maria. Produção da Netflix tem cinco episódios com cerca de 45 minutos cada. Crédito: Guilherme Leporace/Netflix
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O incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, que matou 242 pessoas na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013 virou livro em 2018 e, agora, chega às telas da Netflix com a minissérie “Todo dia a mesma noite”, baseada na obra literária de Daniela Arbex. A produção audiovisual estará disponível na plataforma de streaming a partir desta quarta-feira, 25.

A minissérie produzida pela Morena Filmes tem direção geral de Julia Rezende e direção de Carol Minem. Artistas do Vale integram o elenco, com destaque para a atuação da atriz lajeadense Gabriela Munhoz. A personagem interpretada por ela foi a capitã da Brigada Militar de Santa Maria que, na produção, recebe o nome de Capitã Idalina.

Cenas de Gabriela em “Todo dia a mesma noite”. Crédito: Divulgação

Apesar do peso da história, a artista ressalta a atmosfera acolhedora, empática e respeitosa da produção. Gabriela conta que os desafios foram muitos, em especial, durante as cenas de dor das famílias, que também sensibilizou o elenco.

A série foi gravada em cerca de três meses, no Rio de Janeiro, em locações que reproduziram os espaços e cenários da tragédia de 2013. Algumas cenas também foram captadas em Bagé, no Rio Grande do Sul. Gabriela gravou no Rio de Janeiro por cerca de dois meses. A produção tem cinco episódios de, em média, 45 minutos. Além do trabalho como atriz, Gabriela também ocupa a direção do Instituto Estadual de Artes Cênicas (Ieacen) e do Teatro de Arena de Porto Alegre.

 


Gabriela Munhoz. Crédito: _Eduardo Carneiro_Netflix

ENTREVISTA  •  Gabriela Munhoz • Atriz e diretora do Instituto Estadual de Artes Cênicas (Ieacen) e do Teatro de Arena de Porto Alegre

Qual foi a sua personagem na série? Fale da importância dela e da sua atuação.

Eu vivi a Capitã Idalina, capitã da Brigada Militar de Santa Maria. Esse nome é fictício para uma pessoa real, muito real, que foi uma figura corajosa e importante no resgate das vítimas e no apoio às famílias durante a tragédia e todo o pós desse acontecimento.

Através das pesquisas que fiz e das narrativas da autora do livro “Todo dia a mesma noite”, Daniela Arbex, eu me senti envolvida e tomada pela força e coragem dessa mulher. Aliás, não só dela, de muitas figuras empáticas e sensíveis que lutaram com unhas e dentes para contribuir de alguma forma com os envolvidos naquela noite de horror.

Quais os principais desafios de gravar a série?

Tentar se imaginar no lugar dos que viveram aquela noite e essa dor. Exercitar, efetivamente, a prática da empatia: “pegar o corpo do outro emprestado” e buscar enxergar através da vivência dele. Não foi fácil porque não fomos nós que vivemos isso e embora tenhamos técnica como profissionais, o mergulho é muito profundo. Eu, como atriz, não consigo atravessar uma vivência dessas sem me sentir profundamente modificada.

Já tinha participado de produções como esta antes? O que isso significa para sua carreira na atuação?

Não. Nada perto do tamanho, do impacto que tem uma história e um projeto como esse. Essa é minha primeira experiência no streaming e em uma produção que tem um discurso dessa relevância. É fazer parte de um coro gigantesco pela memória e respeito, por justiça, em função de uma causa tão importante. E, principalmente, para que não se repita!


Relembre o caso

Na data da tragédia, a Boate Kiss sediou a festa universitária “Agromerados”. No palco, a Banda Gurizada Fandangueira se apresentava e um dos integrantes disparou um artefato pirotécnico que atingiu parte do teto do espaço, que pegou fogo.

O incêndio se espalhou rápido e, além da morte de 242 pessoas, deixou mais de 600 feridos. No dia 1º de outubro de 2021 teve início o júri do caso Kiss. Os quatro réus foram condenados pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri, no dia 10 de dezembro daquele ano.

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