Sequência de furtos em cemitério preocupa moradores de São Caetano

ARROIO DO MEIO

Sequência de furtos em cemitério preocupa moradores de São Caetano

Administradores avaliam medidas de segurança para evitar o acesso aos espaços. Desta vez mais de 150 sepulturas foram danificadas

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Sequência de furtos em cemitério preocupa moradores de São Caetano
Familiares visitam o local para identificação das sepulturas danificadas. Caso é investigado pela Polícia Civil. Crédito: Gabriel Santos
Arroio do Meio
Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

A sequência de furtos no cemitério católico, localizado no Morro Vermelho, tem preocupado moradores do bairro São Caetano. Nesta semana o local foi, pela segunda vez em menos de seis meses, alvo de criminosos que danificaram lápides e retiraram letreiros, crucifixos, ganchos e outros itens metálicos.

Há quatro meses Marcos Rockenbach instalou os letreiros no túmulo do pai. Na última ação, criminosos levaram todos os materiais, desde metais até fotografias. No ano passado ele também presenciou a depredação em túmulos de familiares no bairro Bela Vista. O prejuízo estimado é de R$ 1 mil “Não escapou nada. É algo revoltante e triste para nossa família que investiu bastante no local “.

Ainda ontem, familiares visitaram o cemitério para identificar os danos. Alguns, que preferem não se identificar, passaram a questionar a administração dos cemitérios e pedir providências. A solicitação é que haja por parte das paróquias responsáveis, mais investimentos na infraestrutura com a construção de muros, cercamentos, videomonitoramento ou a cedência do espaço para uma empresa que possa administrar e garantir a segurança da área.

A recente ação criminosa motivou o registro de boletim de ocorrência na Delegacia da Polícia Civil de Arroio do Meio. “Não foi possível identificar, com precisão, o número de sepulturas danificadas. Todos objetos de mais valor foram retirados”, afirma a presidente da comunidade Dulci Zimmer.
Segundo ela, a direção da comunidade que administra o cemitério estuda melhorias no local para evitar futuras invasões. A alternativa é a instalação de câmeras e melhorias na iluminação já que o local fica em uma área mais retirada.

Dificuldade em identificar os envolvidos

Crimes como o registrado em São Caetano são configurados como dano ao patrimônio. A legislação prevê multa e pena. Pode haver enquadramento no crime de violação de sepultura.

A delegada responsável pela Polícia Civil em Arroio do Meio, Dieli Caumo Stobbe, investiga o caso. Segundo ela, os fatos são apurados, pois no ano passado já houve uma série de ocorrências em cemitérios do interior. Porém, os crimes são considerados de difícil resolução. “Apesar de envolver danos materiais e sentimentais das famílias, temos muita dificuldade nestas ocorrências devido a ausência de testemunhas, pois os crimes ocorrem geralmente à noite e os locais não possuem monitoramento e isso prejudica a investigação”, detalha.

No Vale do Taquari, somente no ano passado, foram mais de 10 casos registrados em diversos municípios. Em Arroio do Meio foram atacadas espaços no bairro Bela Vista e Palmas. A Polícia acredita que o valor de mercado interessa desperta interesse pelos itens, que são retirados pelos criminosos. Na maioria dos casos os objetos são derretidos e vendidos em sucatas. A falta de regulamentação para rastrear os produtos dificulta o trabalho policial.

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