“Voluntariado é uma realização pessoal”

ABRE ASPAS

“Voluntariado é uma realização pessoal”

Daiana Pires, 31, é professora de música e presidente da ONG Plantando Sonhos, de Progresso. Com apoio da mãe e de um grupo de amigas, decidiu há quatro anos abrir uma instituição para acolher e proporcionar atividades no contraturno escolar. A instituição atende hoje pelo menos 30 crianças.

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Atualizado sexta-feira,
06 de Janeiro de 2023 às 14:11

“Voluntariado é uma realização pessoal”
Crédito: Divulgação
Progresso
Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

Como surgiu a ideia de criar uma ONG?

A ONG Plantando Sonhos surgiu por iniciativa da mãe Cecília Pires. Ela sempre sonhava em ter um espaço para dar apoio às famílias que mais precisavam. Mesmo sem o conhecimento do que era necessário para abrir uma organização sem fins lucrativos, ao fim de 2018 reunimos um grupo de amigas para apresentar o projeto. Muitas abraçaram a causa e outras desistiram diante do comprometimento necessário para o trabalho.

Quais são as atividades e o público atendido?

A ideia sempre foi criar um ambiente onde as famílias pudessem deixar as crianças no contraturno escolar. É uma necessidade local e muitos pais não têm condição financeira para pagar uma cuidadora enquanto trabalham. Na ONG oferecemos oficinas de música, artesanato, contação de histórias, educação ambiental, culinária, teatro e atividades físicas. As crianças têm um local de aprendizagem, com incentivo para alimentação saudável e ao mesmo tempo um espaço de diversão.

Quem ajuda na rotina e como mantém os serviços?

Contratamos uma monitora e uma profissional de serviços gerais. As demais atividades são desenvolvidas com ajuda de oito voluntárias. Para manter o espaço dependemos da ajuda da comunidade. A cooperativa Sicredi Integração RS/MG é uma das parceiras por meio de suas iniciativas sociais. Também promovemos brechó e arrecadamos valores com doações mensais. Algumas pessoas diziam ter vergonha de doar apenas R$ 5, mas toda ajuda faz a diferença na hora de pagar as despesas do mês.

Qual é o sentimento que seu trabalho proporciona?

Muitas vezes nos sentimos esgotados. Nesses quatro anos de ONG cheguei a pensar em desistir. É um trabalho cansativo. Ao mesmo tempo, o voluntariado é uma realização pessoal. Proporciona muitas alegrias e mobiliza muitas pessoas. Atendemos cerca de 30 crianças e isso nos enche de orgulho por saber que de alguma forma fizemos a diferença.

O que projeta para este novo ano e quais as prioridades para a instituição?

Esperamos que muitas ajudas apareçam. Não somente pelo viés financeiro, também precisamos de apoio com mão de obra, ajuda para os eventos e manutenção da estrutura. Durante o ano promovemos jantar, brechó e outras ações que demandam serviço. Entre as novidades previstas está o desfile de moda em fevereiro. É uma forma de incentivar as vendas no brechó e garantir recursos para dar sequência no atendimento das crianças.

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