Tarifa mais  salgada em Teutônia

Opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

Tarifa mais salgada em Teutônia

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Gustavo Adolfo 03

Após o fim do subsídio do transporte público coletivo em Teutônia, em dezembro, a passagem vai passar de R$ 4,50 para R$ 5. O Executivo repassava R$ 15 mil por mês à StadtBus para amenizar o custo da tarifa aos passageiros. O valor deste repasse foi aprovado pela câmara de vereadores em junho de 2022.

Antes disso, a administração municipal já repassava R$ 9 mil mensais à empresa. Em todo o ano passado, foram gastos R$ 138 mil com esses movimentos. Com o recente reajuste, que vai onerar (e muito) o bolso do usuário, o governo promete buscar alternativas para evitar mais aumentos.  De acordo com o cálculo apresentado pela empresa, a tarifa deveria ser de R$ 9,04 para bancar todos os custos do serviço. Um valor impensável para qualquer cidade brasileira. Mas é preciso compreender as angústias dos empresários. O transporte público coletivo no país enfrenta dificuldades históricas.

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Enquanto diminui o número de passageiros, os preços das passagens aumentam. É um círculo vicioso que, se não for tratado de forma responsável, pode levar empresas à bancarrota. E o que seria de uma cidade com mais de 30 mil habitantes sem uma boa e confortável frota de ônibus para auxiliar na mobilidade urbana?

Fato é que a maioria dos gestores tem apresentado muita dificuldade para encontrar uma solução sustentável para o transporte público coletivo. Além das diversas gratuidades, meias-passagens, isenções e aumentos repentinos nos insumos, as empresas também enfrentam a concorrência de aplicativos de transporte individual e afins, entre outros problemas. E acreditem. Isso também é um problema verificado em países muito mais desenvolvidos que o nosso Brasil de céu anil. Em boa parte dos países europeus, por exemplo, os subsídios são ainda maiores. E isso precisa ser levado em conta pelo governo de Teutônia.


Maneco e o ministro da Secom, Paulo Pimenta (Foto: Reprodução / Instagram)

Maneco em Brasília

Ex-prefeito de Taquari e ex-presidente da Famurs, Emanuel Hassen de Jesus, o popular Maneco (PT), foi confirmado ontem como o novo Secretário de Comunicação Institucional do governo federal.

A oficialização ocorreu após a posse do gaúcho Paulo Pimenta (PT) como ministro-chefe de Comunicação Social Federal (Secom). Maneco foi o candidato a deputado estadual mais votado do Vale do Taquari em outubro, com 34,4 mil votos. Mas não se elegeu.


O velório de Pelé

A ausência e o silêncio de alguns treinadores, atletas e ex-jogadores brasileiros frente à morte do maior jogador de futebol da história mundial é um fato lastimável. Entre os campeões do mundo de 1994 e 2002, por exemplo, apenas o meio-campista do Tetra, Mauro Silva, esteve presente. Mas nem só entre os “boleiros” existe essa relação fria com o principal futebolista já visto no mundo. A reação do Brasil nem se compara com a comoção gerada pela morte de Maradona, na Argentina, e tampouco com as homenagens a Ayrton Senna, cuja morte foi repentina e violenta. É um movimento sociológico de difícil explicação.

Mas vou dar meu “pitaco” sobre o brasileiro mais famoso e importante da história, e que jamais foi plenamente idolatrado pela sua própria nação. No país mais vencedor da história no futebol, a vitória passou a ser uma obrigação. Pela seleção brasileira, por exemplo, viramos torcedores pragmáticos. Muito diferente dos argentinos. Também é necessário comparar as posturas de Pelé e Maradona.

O maior de todos sempre se portou como um ícone mundial, impecável nos discursos e na vestimenta. O vizinho argentino, não. Errou sem receios e viveu como a maioria dos mortais. E isso lhe aproximou do povo.  Eu poderia concluir que a frieza de parte da população é algo natural. Afinal, o Rei Pelé já tinha 82 anos, e a comoção sempre leva em conta as circunstâncias da morte. Mas as comparações com a Argentina talvez façam algum sentido. Ou não?


Chapa definida à Avat

A Associação dos Vereadores do Vale do Taquari (Avat) deve ser comandada por Daiani Maria (MDB), vereadora de Cruzeiro do Sul. A chapa foi confirmada ontem. O vice-presidente é Cris Costa (PSDB), de Encantado; Alvimar Tremea (MDB), de Anta Gorda, é o 1º secretário; Márcio Dal Cin (PSDB), de Lajeado, o 2º secretário; Diego Pretto (PP), de Encantado, o 1ºtesoureiro; Marcos Bastiani (PSDB), de Muçum, o 2º tesoureiro; e Luciana Dachery (PP), de Vespasiano Correa, a Diretora Social. Já o Conselho Fiscal tem Rodrigo Baldissera (MDB), de Doutor Ricardo; Paulo Gonçalves (MDB), de Roca Sales; e ainda o atual presidente, Leandro Mariante (PT), de Taquari. A eleição ocorre na terceira semana de janeiro. E a posse será em fevereiro.


TIRO CURTO

• A mídia estadual divulga as perspectivas para os próximos quatro anos. O primeiro presidente da assembleia legislativa gaúcha nesta nova legislatura deve ser Vilmar Zanchin (MDB). Em 2024, a principal cadeira do parlamento será do PP, e o mais cotado é o deputado estadual Adolfo Britto. No ano seguinte, Pepe Vargas (PT) deve assumir a presidência. Para o último ano, a disputa deve ficar entre Sérgio Peres e Gustavo Victorino, ambos do Republicanos.

• O ator José de Abreu, militante fervoroso da Esquerda nacional, demonstrou nas redes sociais todo o seu amor pela diversidade. Ao comentar sobre o discurso de posse do governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB), que citou a presença do namorado, o artista ovacionado por uma parcela de eleitores brasileiros afirmou. “Não consigo entender gay de direita. Parece um contrassenso.” E claro que isso não gerou revolta entre seus pares.

• Em 2022, o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), ministrado por policiais militares, formou 2,6 mil alunos de 26 municípios do Vale do Taquari. Foram alcançadas 138 turmas de 94 escolas municipais, estaduais e privadas. Parabéns a todos!

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