Colocando o pingo no “i”

Opinião

Ardêmio Heineck

Ardêmio Heineck

Empresário e consultor

Assuntos e temas do cotidiano

Colocando o pingo no “i”

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Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

O momento político do país merece uma análise, incluindo o olhar em ocorrências históricas análogas. Por isso, tal qual o colega articulista Fernando Rohsig o faz, com propriedade, nas áreas econômica e de gestão, me permito avançar sob a ótica política, influenciadora do econômico-social. Sem ser “lulista” ou “bolsonarista”, mas como brasileiro que vê o país ter grande oportunidade de projeção mundial, mercê da positividade dos seus indicadores, consolidando o resgate de uma situação delicada de poucos anos atrás.

Com as atuais manifestações populares que persistem e se alastram há semanas, vivemos momento histórico, acontecido em outras ocasiões. Mesmo com 13 anos, lembro do povo nas ruas originando o movimento militar de 1964, a partir de mobilização das mulheres mineiras, pedindo um basta aos que, à época, queriam nos transformar numa nova Cuba.

Mais tarde, já em Porto Alegre, vi o movimento popular das “Diretas Já”, irresistível a ponto de devolver a democracia ao país. Em 1992, os “caras pintadas” foram às ruas e derrubaram o corrupto Collor de Mello. Iniciou com estudantes que pintavam dois traços paralelos (verde e amarelo), em cada bochecha do rosto.

O atual movimento popular, igualmente enorme e intenso, tende a ser irresistível, apesar de não ter o apoio da “velha” mídia e ainda ser por ela vilipendiado.

A população persiste nas ruas buscando corrigir erros recentes. Um, basilar, originado pelo STF, ao tornar elegível quem condenado em três instâncias, por corrupção ativa e passiva. Outro, a intolerância da mesma “velha” mídia, aliada ao pensamento, não da esquerda programática – que é boa e necessária – mas da esquerda alinhada ao socialismo mundial dominador, que nos últimos anos não deu trégua para o país.

Impediram usufruir-se, em paz, por 4 anos (e, quem sabe, por mais 4 anos, para consolidar seus dogmas) governo eleito, da direita e liberal, numa saudável contraposição aos 12 anos de governo centralista estatal que tivéramos. Some-se a este caldo a inconfiabilidade do sistema eleitoral e a sensação de já estarmos vivendo sob censura de opinião e de um tipo de subjugação da plena liberdade.

Daí a entender-se os milhões na rua, não antidemocratas e ideológicos como querem carimbá-los, mas lutadores pela preservação da democracia e da espiral ascendente e positiva que o Brasil vive. Não são delinquentes, como maldosamente o “sistema” quer taxá-los. São idosos, crianças, jovens, trabalhadores, brasileiros de toda natureza. A mais pura representação de um povo que nada mais quer do que assegurar o futuro promissor que se delineia, para nosso amado país e os que nele vivem, não importando se de pensamentos de direita ou de esquerda.

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