Bike, paisagem e preservação

Opinião

Paulo Gustavo Sehn

Paulo Gustavo Sehn

Bike, paisagem e preservação

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É perceptível a crescente no uso da bicicleta – não só no Vale do Taquari, mas a nível mundial. As cidades estão aproveitando este momento para planejar espaços para esta modalidade. A Organização das Nações Unidas declarou que a bicicleta “é um meio de transporte sustentável, simples, acessível, confiável, limpo e ecologicamente correto.” Além disso, “pode servir como ferramenta para o desenvolvimento e como meio de acesso à educação, saúde e esporte” e, fortemente, no turismo.

A Organização Mundial da Saúde complementa, afirmando que a bicicleta possibilita também a igualdade econômica, dada a forma acessível de aquisição desta, para praticamente todas as classes. A ONU tem solicitado aos países que levem em consideração essa crescente no uso da bike, planejando espaços para esta prática também em ambientes urbanos. E os ciclistas, presentes nessa causa, têm nos seus km percorridos inúmeros objetivos. Seja por um hábito saudável, seja por questões de mobilidade – onde o ciclismo vem ganhando cada vez mais espaço – deslocamentos, passeios, sozinho ou com amigos, idas e vindas ao trabalho, dentre outros objetivos, pedalar percorre sentimentos que vão além do ciclismo.

Esta modalidade proporciona momentos inimagináveis, mas que transmitem ao ciclista uma sensação de pertencimento à paisagem. O colorido todo especial da vestimenta do ciclista complementa o visual dos horizontes que acompanham os pedais. Pedalar é olhar em outra velocidade para as paisagens, permitindo assim, muito mais que um ar de contemplação, pois o que o ciclista vê, suas próprias pernas que o conduziram até lá – além de não gerar poluição nem gastar combustíveis.

Entre os adeptos da modalidade, há uma frase que os acompanha: “cada um tem a vista da montanha que sobe”, o que corrobora o sentimento de pertencimento, contemplação e de preservação, que já está implicado no ciclista. Ao pedalar, o cotidiano é algo que o ciclista esquece. O foco do ciclista é a próxima curva onde um novo objetivo e uma nova paisagem será motivação para a próxima pedalada. Indiferente do ritmo de cada um, o prazer ao conquistar a paisagem seguinte será consequência. Às vezes, muito maior para aquele que teve mais dificuldade. O que é certo: o esforço sempre será recompensado. Se cansa para subir, descansa para descer e leva de cortesia um belo registro na memória.

 

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