Deus Pai

Opinião

Ardêmio Heineck

Ardêmio Heineck

Empresário e consultor

Assuntos e temas do cotidiano

Deus Pai

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Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

Dia dos Pais se insere nas datas comemorativas que merecem atenção especial. Não sou dos que se escandalizam com sua “mercantilização”. Deixem o comércio faturar. É bom para milhares de comerciantes e seus funcionários e é bom para todos nós que nos beneficiamos com a circulação do dinheiro decorrente. É bom para os filhos que podem, com um presentinho singelo, “mas do coração”, além de um abraço apertado e de um beijinho gostoso, homenagear seu “paizão”.

Também não me prendo nas exceções de pais que não tiveram a ventura de gerar filhos, de filhos que não conheceram ou não conviveram com seus pais. De pais omissos, ou carrascos, ou ausentes, ou não cumpridores (de outras formas) do papel a eles destinado na linha de continuidade da humanidade. São exceções de uma regra enorme, universal e gostosa de milhões de homens que criam filhos e que tentam cumprir, da melhor forma, seu papel e que curtem o Dia dos Pais.

Benéfico o efeito destas datas. Afloram afetividade, quebram a agitação e a frieza do cotidiano, varrem para debaixo do tapete a discussão de gênero ou raça. Nivelam ricos e pobres ao amolecerem, de forma horizontal, o coração de milhões ao se aproximarem daquele homem – talvez inteiro, talvez alquebrado, mais jovem ou mais velho, mais afetuoso ou mais durão – e o abraçarem, lhe derem um beijão na bochecha, e murmurarem no seu ouvido, “obrigado pai”.

Sou filho de mãe solteira que não assumiu relação conjugal com meu progenitor. Por isto não o conheci e não tive sua referência no dia a dia. Sou, então, daquelas exceções a que me referi há pouco. Mas nem por isto deixei de ter alguém para abraçar no Dia dos Pais. Abraçava a mãe – assuntora das duas funções – no Dia das Mães e no dos Pais. Mas também tive outros “pais” como referência e conselheiros: o avô materno, diretores de colégio, professores, sogro e outros tantos bem presentes na memória. Impossível citá-los a todos. E, como fruto da educação cristã, o maior guia em Deus Pai. Com a graça de ver meu filho e meu genro sendo pais exemplares, dando continuidade natural ao natural andar da humanidade.

Pais ou não, mães ou não, de forma perceptível ou imperceptível, sempre somos referência e exemplo para alguém. Mais sensíveis ou menos “moles”, mais atucanados ou menos preocupados e apressados, a catarse do coração amolecido, do abraço afetuoso, da lágrima vertida, em datas como o Dia dos Pais, é um dos tantos milagres da nossa vida terrena. Necessário saber percebê-los e curti-los.


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