O que levar em conta ao abrir uma empresa

Opinião

Rogério Wink

Rogério Wink

O que levar em conta ao abrir uma empresa

Por

Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Fazendo perguntas e ouvindo as centenas de pessoas com quem, ao longo de duas décadas, tive o privilégio de conversar através do rádio (na Independente e A Hora), sempre tive a curiosidade de conhecer suas histórias de vida e o que as inspiravam e motivaram para abrir seu negócio, a sua empresa.

Virar a chave de CPF para CNPJ, do ponto de vista formal, está cada vez mais simples. Já do ponto de vista da realidade de mercado, é muito mais complexo. Já vimos muitos empreendimentos que no seu primeiro ano sucumbiram. As estatísticas do Sebrae apontam nesta direção. Muitos anos de desejos, expectativas de uma nova vida e economias familiares vão para o “ralo”. Muito capital, da venda de um carro, terreno, poupança, FGTS, financiamento e “paitrocínio” desaparecem.

No outro lado, acontece diferente. Muitos CPFs que se transformam em CNPJ criam novas oportunidades, liberdade, prosperidade, satisfação, geração de renda e novas atividades viáveis.

Esta é a questão central da minha curiosidade: o que levam em conta as pessoas ao abrirem sua empresa e a tornar viável?

Nesta direção, ouvindo os empreendedores, a maioria aqui do Vale do Taquari, resgatei dez questões convergentes que ficam muito presentes e que passo a destacar. Não é estudo científico. Apenas observações de uma conversa agradável, via rádio, com pessoas que de alguma forma conquistaram seus objetivos.

Vamos à “receitinha de bolo”:

1 – Fazem o que sabem. A maioria tem uma habilidade profissional desenvolvida, já prestando um serviço ou produto para terceiros;
2 – Fazem o que gostam. Realizar uma atividade que tem um gosto particular ajuda muito a buscar resultados satisfatórios;
3 – Criam bons times. Atuar em sinergia com pessoas que têm um objetivo comum é um caminho necessário para o negócio dar certo;
4 – Ligados a cenários externos. O mundo é volátil e tudo pode mudar rápido impactando nas empresas;
5 – Bons de vendas e finanças. A capacidade de colocar seu produto e serviço na mão do cliente e cuidar das contas, do caixa;
6 – Constroem bons relacionamentos. Manter relações edificantes, especialmente com fornecedores e clientes;
7 – Participam de feiras de negócios. As novidades, inovações, muitas vezes estão nestes eventos e de fácil acesso;
8 – Falam bem das suas origens. Valorizar o seu lugar é valorizar a si, seu produto e serviço;
9 – Participam de entidades do seu setor. O associativismo integra, conecta e compartilha soluções.
10 – Valorizam suas famílias. Muito representativo a influência de algum membro familiar no comportamento do empreendedor, disposto a correr riscos. Há vários estudos e pesquisas que confirmam esta modelagem.

Como toda “receita de bolo”, ela só produz um produto final “saboroso” se a mistura e a temperatura do forno estiverem no ponto. Ou seja, o talento de quem faz vai propiciar o resultado final.

Para finalizar, gosto dos ensinamentos do economista e escritor austríaco Joseph Schumpeter. Para ele o desenvolvimento econômico começa a partir de iniciativas empreendedoras capazes de converter uma nova ideia numa inovação viável e útil. E qualquer pessoa, dentro ou fora da organização (CPF ou CNPJ), disposta a correr riscos, detentora ou não de capital, um agente de mudança, pode ter a sua empresa ou empreendimento.


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