Eleições 2022: chegou a vez do Vale

Opinião

Ardêmio Heineck

Ardêmio Heineck

Empresário e consultor

Assuntos e temas do cotidiano

Eleições 2022: chegou a vez do Vale

Por

Arroio do Meio
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

“Política” deriva do grego “politikós”. Designava os cidadãos que viviam na “polis” (na cidade e na sociedade organizada). Indica a participação do cidadão na comunidade, na vida coletiva. Diferente do que hoje se pensa: a política limitada aos políticos profissionais, longe do nosso cotidiano. Para Aristóteles, ela começa no seio familiar e se expande para o resto da sociedade.

Se para o filósofo o “politikó” era o cidadão que participava da vida pública, esta palavra hoje tem outro sentido. Diferentemente da Grécia Antiga, na qual os cidadãos participavam diretamente das decisões da cidade, a sociedade atual é composta por um número bem maior de pessoas e, por isto, ao invés de todos votarem diretamente em cada tema de interesse público – como os gregos o faziam -, nas democracias modernas votamos em pessoas encarregadas da administração pública e de representar nossas ideias e interesses.

Muito comum pensarmos política como sendo algo restrito à gestão do Estado, do orçamento público e das decisões coletivas, de responsabilidade, portanto, de prefeitos, governadores, presidente, deputados, senadores, vereadores. Ledo engano. Aliás, engano preguiçoso de nossa parte, letal para nosso dia a dia. Me valho de frase lapidar do presidente da Amvat, prefeito Paulo Kohlrausch, nestes dias, em entrevista a Adair Weiss, na Rádio A Hora: “tudo o que acontece nas nossas vidas (particular e profissional) têm origem na política, nos políticos e nas políticas públicas”. Disse tudo. Poderia terminar aqui minha reflexão. Aliás, esta é a palavra chave. Reflexão. Reflitamos. Você, eu, todos. Numa introspecção necessária.

A cada eleição – municipal, estadual, federal – delegamos a alguém decidir por nós. Mas decidir o quê? Ora, simplesmente o nosso dia-a-dia. O nosso bem ou mal-estar. Nosso sucesso ou insucesso: profissional, familiar, coletivo. E aí, de forma irresponsável, nos valemos do nosso direito universal e inalienável de votar e digitamos o número de um político qualquer. Alguém que um terceiro nos sugeriu.

O Vale do Taquari tem 260 mil eleitores. Um deputado estadual, para eleger-se precisa de 40 mil votos e um federal, cerca de 100 mil. Podemos, tranquilamente, eleger dois estaduais e um federal entre os candidatos daqui. E ainda sobra voto para tributarmos àqueles, de fora, que ajudaram a região.

Já tivemos deputados estaduais daqui que nos ajudaram muito, sem olhar cor partidária. Se elegeram por um partido, mas, chegando na Assembleia Legislativa, seu partido passou a ser o Vale do Taquari. Governador, secretários de estado, presidente da república, ninistros, são entes políticos. O que mais os sensibiliza é a demanda levada por político que traz, como acervo, dezenas de milhares de votos. E os daqui nos conhecem, sempre voltam aqui: nos finais de semana, no mercado, na igreja, no bar, no posto de gasolina. Disponíveis para a interlocução sem agendamentos prévios.

Próxima quarta, em reunião almoço na Associação, Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), promoção conjunta com a CIC Vale do Taquari, acontece painel com os prefeitos presidente, vice e secretário da Amvat, sabatinados, sobre o tema que intitula este artigo, pelos especialistas Adair Weiss e Paulo Rogério.

É o início de movimento que pretende nos fazer refletir, como cidadãos do Vale, sobre nosso voto em outubro de 2022. Um movimento histórico que ajudará a rabiscar o futuro da nossa região e que se alinhará àqueles, do passado, decisivos para formar este lugar tão gostoso e diferenciado.

Entre no site da Acil e te inscreve até dia 14. Seja ator e não apenas assistente, neste processo que impacta tua vida no dia a dia, a vida toda.

Acompanhe
nossas
redes sociais