Tempos de Avaliar Desempenho

Opinião

Albano Mayer

Albano Mayer

Consultor executivo e articulador do Pro_Move Lajeado

Assuntos e temas do cotidiano

Tempos de Avaliar Desempenho

Por

Lajeado
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Algumas organizações com seus subsistemas de RH já implementados passam pelo ciclo de Avaliação de Desempenho. Isso ocorre na maioria das vezes no segundo semestre do ano. Esta ferramenta ajuda a repactuar o “contrato de trabalho”, revisar metas, objetivos alcançados, redirecionar comportamentos, planejar para o próximo ciclo, a evolução do profissional no cargo ocupado ou que se pretende ocupar.

Viemos de um período atípico de gestão de pessoas, nos oportunizou ampliarmos as perspectivas de relacionamento com os nossos colaboradores, mas precisamos lembrar que devemos acompanhar a avaliação individual. Demonstrar as possibilidades de crescimento, dar feedback, ou mesmo redirecionar o colaborador para que tenha mais sucesso, são prerrogativas que levam as pessoas a valorizarem a permanência naquela empresa ou equipe.

Gosto muito da frase sobre avaliação de Maria Teresa Esteban, uma pedagoga e educadora: “Avaliar deixa de significar um julgamento sobre a aprendizagem, para servir como modelo capaz de revelar o que já se sabe, o que não se sabe, o que se pode vir a saber”.

Na frase da autora, percebemos que avaliação pode estar dividida em três pontos: “o que já se sabe”, quais os objetivos anteriormente combinados foram conquistados? No que preciso capacitar o meu colaborador para que tenha mais sucesso na sua atividade? Quais perspectivas de competências estão sendo atendidas?

“O que não se sabe”, aqui temos uma grande oportunidade de entender a realidade vivida pelo nosso colaborador, é o momento que podemos perguntar sobre as conquistas ou mesmo as limitações que desconhecemos, nos cabe aqui ampliar a nossa visão humanizada, entender que o profissional que convive conosco passa por dificuldades, e nem sempre saberemos com profundidade.

“O que se pode vir a saber”, gosto de interpretar esta última parte como as possibilidades de crescimento, novos aprendizados, novos desafios, novas competências a serem desenvolvidas. Penso que na Avaliação de Desempenho, devemos colocar este ponto como as combinações de atividades futuras, atividades que irão além das regulares, algo que possa ser desafiador na minha vida pessoal ou profissional.

Preciso mencionar neste texto, duas palavras que o referendado autor Jack Welch traz em seus livros como itens de avaliação profissional. A primeira delas é ESTOFO, que no nosso linguajar popular está associado ao preenchimento de estofados. Porém na perspectiva de gestão de pessoas, olhamos o estofo como um conjunto de competências pessoais e profissionais que darão sustentação para ocupação do cargo.

A segunda palavra que Welch menciona é PAIXÃO. O quão somos apaixonados pelo que estamos fazendo? Nos entregamos por inteiro a esta atividade? Temos aquele “frio na barriga” quando aparecem as novas oportunidades? Sou realmente apaixonado pelo que faço?

A Avaliação de desempenho é responsabilidade do líder, ela precisa reconhecer e ampliar as competências da equipe e do colaborador. Se você ainda não aplica na sua organização, já vou considerar aqui na SUA avaliação, como oportunidade de melhoria para o ano de 2022.

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