Oncologista desmistifica tabus e alerta para diagnóstico precoce

Conversa franca

Oncologista desmistifica tabus e alerta para diagnóstico precoce

Na Live Conversa Franca desta semana, médico Fernando Gugel convoca os homens para prevenir o câncer de próstata

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Oncologista desmistifica tabus e alerta para diagnóstico precoce
Oncologista Fernando Luís Gugel com o apresentador Hugo Schünemann. (Foto: Simone Wachholz)
Lajeado
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Todos os anos, o Novembro Azul serve de alerta para o público masculino. O mês é de conscientização para a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata, o segundo que mais mata homens, ficando atrás apenas do câncer de pulmão. Para reforçar a relevância do autocuidado, o oncologista e cirurgião geral, Fernando Luís Gugel, participou na quarta-feira, 3, da Live Conversa Franca – Saúde em Debate, apresentada pelo oncologista do CRON, Hugo Schünemann, e transmitida ao vivo pelo Facebook do Grupo A Hora e pela Rádio A Hora 102.9.

O convidado aproveitou para desmistificar tabus e reforçar que cuidar da saúde também deve ser uma preocupação masculina. “A expectativa de vida dos homens é mais curta porque muitos ainda têm resistência de procurar seus médicos e fazer exames de rotina. A maioria tem receio do exame de toque e de descobrir algo errado, mas não adianta fechar os olhos para o problema. É preciso parar com a ideia de que ‘quem procura acha’. Ninguém precisa ir atrás da doença, porque ela vai chegar. A diferença, que pode salvar uma vida, é descobrir antes”, enfatiza.

66 mil casos por ano

Gugel alerta que, por ano, são diagnosticados cerca de 66 mil casos no Brasil, resultando em torno de 16 mil mortes. “Muitos pacientes poderiam ser salvos de deixassem o medo ou a vergonha de lado, e buscassem os serviços de saúde para a prevenção”, constata. O oncologista salienta que todos os homens, a partir dos 50 anos, devem manter uma rotina de exames preventivos. Mas avisa que para pacientes com casos de câncer de próstata em familiares de primeiro grau, obesos e negros, que têm maiores chances de desenvolver a doença, o recomendado é antecipar a investigação.

Sobre os exames, cita que ainda existem muitos tabus, mas reforça a importância da combinação do toque retal e do PSA (sangue) para um diagnóstico mais eficaz. Para casos confirmados, avisa que há diferentes tratamentos, que são avaliados e discutidos em conjunto com o paciente. “São opções cada vez menos invasivas, e com grandes chances de dar certo e do homem voltar a ter uma vida normal, mas que também passa por ter um diagnóstico cedo e de contar com a positividade do paciente.”

Hábitos saudáveis

Além de ter iniciativa de cuidar da própria saúde de forma preventiva, Gugel destaca a necessidade dos homens adotarem um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos, não fumar e evitar o consumo exagerado de álcool.


EXPERIÊNCIA PRÓPRIA

Na Live, Gugel contou que também descobriu que era paciente de alto risco para desenvolver a doença. “Meu pai faleceu com um câncer de próstata grave e minha mãe é acompanhada pelo Cron. Sou uma pessoa de alto risco e sempre tive isso claro e queria para mim o que busco para o meu paciente: ter diagnóstico cedo. Fiz um teste genético, que comprovou o meu risco. Fiz a cirurgia e seguirei em acompanhamento. Mas estou muito bem.” A experiência do oncologista mostra o quanto pessoas com predisposições devem antecipar a busca por resultados. “Quando tem uma luz amarela na família, precisamos ficar atentos para que essa luz não fique vermelha. O diagnóstico cedo deve ser a regra.” A Live Conversa Franca é uma promoção do Centro de Oncologia (CRON), com apoio do Grupo A Hora.

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