Fim do uso obrigatório de máscaras em locais abertos divide opiniões

flexibilização?

Fim do uso obrigatório de máscaras em locais abertos divide opiniões

Prefeito Caumo defende medida por avanço da vacinação e estabilidade da pandemia

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Atualizado sexta-feira,
05 de Novembro de 2021 às 20:35

Fim do uso obrigatório de máscaras em locais abertos divide opiniões
(Foto: Arquivo A Hora)
Lajeado
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

O prefeito de Lajeado Marcelo Caumo manifestou a intenção de flexibilizar o uso da máscara ao ar livre. Ele afirmou que o município não possui autonomia para decidir, pois se trata de uma norma estadual. Assim, o objetivo é buscar que o governo altere as regras vigentes e dispense a utilização nos locais abertos. Ou então, permita às prefeituras discorrer sobre o tema.

De acordo com o chefe do Executivo, o próprio avanço da vacinação, a ocupação reduzida nos leitos hospitalares e a estabilidade dos casos de Covid-19 justificam a medida. Caumo relembrou o pioneirismo local quanto à obrigatoriedade da máscara, cuja determinação vigora desde abril de 2020.

“Temos 80% do público a partir dos 18 anos com a segunda dose. Entendemos que as alterações devam ocorrer de forma gradual e é oportuno iniciar pelos locais abertos. Quanto menos interferência do poder público na vida da população, melhor”, conclui. A reportagem repercutiu a iniciativa com a comunidade (confira ao lado).

Nesta linha, o secretário de Saúde de Estrela, Celso Kaplan, informou que o tema também será discutido nos próximos dias, em especial a partir de segunda-feira, 8. Por enquanto, o foco é a Multifeira e a própria vacinação. O município se aproxima de 97,5% da população imunizada com a primeira dose e 82% referentes ao esquema vacinal completo.

Repercussão

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Lajeado, Aquiles Mallmann, declarou ser favorável à iniciativa, mas com atenção ainda aos locais fechados ou com circulação limitada de ar até que se chegue a um determinado número de vacinados. “Está na hora de começar uma flexibilização e esse é o primeiro passo. As pessoas já transitam sem a máscara e só a colocam quando entram nos estabelecimentos”, observa Mallmann.

Na visão do presidente da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), Cristian Rota Bergesch, quem trabalha e fornece emprego depende de uma economia “100% funcional”. Por isso, é importante que a sociedade se comprometa a seguir os caminhos apontados por cientistas e autoridades.

Cautela

Para o infectologista Guilherme de Campos Domingues, não há problema com a flexibilização em si, prática de esportes individuais, porque diversos estudos apontam para o baixo risco de se contrair o vírus pelo ar. “É algo interessante, pois o uso da máscara é desgastante para alguns. Mas não pode ter aglomeração, rodas de chimarrão. É preciso ter cuidado e não levantar a bandeira de que a covid acabou”, finaliza.

Sobre o tema, o médico Fabiano Ramos ressalta que a grande questão não reside no fato do local ser aberto ou fechado, pois em alguns é impossível manter a máscara, como restaurantes. Segundo ele, a simples liberação tende a não ser eficiente. Portanto, seria necessário pensar em alguma medida complementar, até para evitar problema com a pandemia no futuro.

Outros Estados

No Rio de Janeiro e no Distrito Federal, a utilização da proteção não é mais exigida ao ar livre. Santa Catarina e São Paulo projetam seguir por esses mesmos caminhos entre novembro e dezembro. Em território gaúcho, o assunto ainda não é publicamente abordado pelo Piratini.

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