Escolas enfrentam dificuldades para garantir aulas presenciais

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Escolas enfrentam dificuldades para garantir aulas presenciais

Decreto estadual determina retorno à sala de aula a partir de sexta

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Escolas enfrentam dificuldades para garantir aulas presenciais
Escola Estadual Guararapes, de Arroio do Meio, deverá retomar escalonamento para atender protocolos sanitários. (Foto: Divulgação)
Vale do Taquari
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Decreto do governo do Estado publicado na sexta-feira, 29, estabelece que a volta ao ensino presencial obrigatória na Educação Infantil e nos Ensinos Fundamental e Médio nas escolas das redes pública e privada deve ocorrer a partir da sexta-feira, 8, permitindo às escolas que se organizem e façam as comunicações aos pais. A decisão de retorno ao ensino presencial foi embasada na análise do cenário sanitário que aponta queda das taxas de contaminação e hospitalização e o avanço da vacinação no RS.

A normativa assegura a permanência no regime híbrido ou virtual aos alunos que, por razões médicas comprovadas mediante a apresentação de atestado, não possam retornar integral ou parcialmente ao regime presencial.

Conforme relato das direções, este tempo hábil para a organização foi positivo. Silvana Hanke, diretora da Escola Estadual de Ensino Médio Guararapes, de Arroio do Meio, observa que o distanciamento de um metro será preservado. “Há salas que comportam 22 alunos com este distanciamento, não atendendo, no entanto, a totalidade dos estudantes e neste caso manteremos o escalonamento de turmas para cumprir os protocolos”, explica a diretora.

Segundo ela, a nova proposta do governo não trouxe vantagens para a realidade vivenciada pela escola. “As salas não são grandes. Já atendemos no número máximo. Estar no remoto era opção ou por questão de comorbidade. E agora, com o decreto, como não conseguimos colocar mais alunos em sala, neste distanciamento, temos de fazer remanejo.” Silvana também pondera que haverá dificuldades no noturno, pois as turmas são numerosas, não havendo vagas para a transferência de turno em muitas turmas. “O aluno na escola é o ideal. Mas, atentando-se ao dito pelos protocolos, dentro de nossa realidade, não teremos como atender a todos. Somos levados a usar o escalonamento, o que não estava mais sendo necessário”, reforça a diretora.

A direção da Escola Estadual Monsenhor Seger, de Travesseiro, avalia que o processo de retorno ao presencial será tranquilo. “Temos 128 alunos, destes somente 26 no remoto. Será fácil inseri-los nas suas turmas”, afirma a diretora Sandra Haas.

Marli Madalena Theves Ferronato, diretora da Escola Estadual de Ensino Médio Pouso Novo, informa que 90% dos alunos já estão no presencial. “Para nós será um processo tranquilo, pois temos espaços nas salas e as turmas são pequenas”, comenta a diretora, ressaltando que os protocolos sanitários são seguidos à risca.

Em Marques de Souza há três escolas do campo: Severino Freiner, Henrique Geiss e Frei Antônio. Conforme a diretora da Severino, somente dois alunos estão afastados, o restante já frequenta diariamente a escola. “Uma retorna e a outra permanecerá no remoto por comorbidade.” Na Frei Antônio a realidade é idêntica. Dos 34 alunos, dois estão no remoto, por condições especiais. Na escola de Ensino Médio, Ana Nery, 70 alunos estão no remoto.

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