A conivência perigosa

Opinião

Ardêmio Heineck

Ardêmio Heineck

Empresário e consultor

Assuntos e temas do cotidiano

A conivência perigosa

Por

Vale do Taquari
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Segmentos na comunidade brasileira geram fatos e informações com a intenção de desestabilizar o cenário econômico, social e político. Trabalham, de diversas formas, a tese do “quanto pior, melhor”, por seu interesse próprio, em detrimento do da maioria, que busca tornar o Brasil cada vez melhor.

Telejornais e outras mídias de parcela da imprensa nacional, por exemplo, pintam um cenário apocalíptico diante das dificuldades momentâneas da economia nacional – e que sentimos no nosso dia a dia – como se o fato fosse exclusividade nossa. Na realidade, estamos inseridos numa crise mundial decorrente da pandemia, sentida não só aqui, mas também em outros países. O custo da gasolina na França, por exemplo, equivale a R$ 12/litro. O Reino Unido defronta-se com desabastecimento de comida. União Europeia e Estados Unidos, com um inverno rigoroso às portas, preocupam-se com os preços ascendentes do óleo diesel, que alimenta a calefação de seus ambientes. Nesta semana o presidente norte-americano pediu aos países produtores de petróleo que aumentem sua oferta.

Outro exemplo que em nada contribui foi protagonizado por revista de circulação nacional, última semana, ao estampar, na capa, o presidente da República travestido de Hitler. O chama de genocida e afirma que “patrocinou experiências cruéis inspiradas no horror nazista, segundo relatório final da CPI da Covid”. Foram inconsequentes, maus jornalistas. Desconhecem os horrores nazistas e desrespeitaram a memória dos 6 milhões de judeus mortos no holocausto e dos outros 80 milhões de pessoas que também morreram em decorrência da segunda Guerra Mundial, provocada por Hitler. E o pior é que se louvaram de partes do rascunho do Relatório daquela CPI, vazados pelo Relator Renan Calheiros, antes mesmo que fosse apreciado pela direção daquela Comissão. Posteriormente, inclusive, alusões ofensivas de Calheiros, ao presidente da República, foram tiradas do Relatório antes de ser apresentado.

Deplorável, ainda, que o autor da matéria nem mesmo sabe o que é genocida: “quem deliberadamente ordenou o extermínio de grande número de pessoas, ou de um povo, ou de um grupo étnico”. Hitler, Stalin, Mao Tsé Tung e o Cmer Vermelho, no Camboja, sim, são exemplos apontados pela história como genocidas. Não Bolsonaro. Fiquei chocado ao ver nosso presidente caracterizado daquela forma. Da mesma forma como fiquei ao ver, certa vez, Lula (ex-presidente) caraterizado de irmão metralha presidiário. É um desrespeito a figuras nacionais, democraticamente eleitas por nosso voto.
A própria CPI da Covid é um acinte à inteligência do povo brasileiro, tendenciosa e dirigida por políticos sobre os quais pesam diversos processos na Justiça. São claras as intenções de perturbar nosso cenário político, em interesse próprio, pouco preocupados com as consequências do mal que causam à Nação.

Estes fatos deploráveis se juntam a outros que permitem inferir favorecerem o movimento de poucos, que buscam instalar uma nova ordem mundial: a do domínio (por ideologia, ânsia de poder e infindáveis recursos financeiros) da nossa aldeia global. O Brasil é (e assim é citado em diversos países), quem sabe, a última fortaleza mundial em condições de oferecer resistência.

A maioria do nosso povo é ordeira, quer empreender, trabalhar e progredir. A genuína oposição política ao atual regime no poder no Brasil, também deve pensar o País desta forma, para o bom futuro dos brasileiros. É preciso, contudo, tomarmos posição clara de resistência, propositiva, não compactuando com os perturbadores da boa ordem econômica e social. Nossa omissão significará uma perigosa conivência com os arautos e atores do apocalipse.

Acompanhe
nossas
redes sociais