Retomada do setor de eventos

opinião

Edson Brum

Edson Brum

Único deputado estadual do Vale do Taquari

Assuntos do cotidiano e política

Retomada do setor de eventos

Por

Estado
Imec - Lateral vertical - Final vertical

Se há um setor em que a pandemia deixará feridas profundas é o de eventos. Considerado o mais atingido da economia, estima-se que 98% da categoria foi afetada, onde 57% das empresas foram obrigadas a fechar as portas.

Talvez desapercebida por muitos, a medida de isolamento social considerada a mais eficiente para evitar aglomerações e a proliferação da covid-19 causou impactos drásticos a bares e restaurantes, agências de viagem, hotéis, aluguel e montagem de estruturas para eventos, segurança privada, serviços gerais e de limpeza. Enfim, a todos os profissionais envolvidos com esse mercado, inclusive músicos, artistas, relações públicas, garçons, entre outros.

Indo mais a fundo, até o final de dezembro foram mais de 300 mil eventos cancelados, segundo a Associação Brasileira dos Promotores de Evento (Abrape), resultando em uma queda de R$ 4,6 bilhões na arrecadação do governo federal. E a hecatombe não para por aí, estima-se que 840 mil trabalhadores tenham perdido seu vínculo empregatício com empresas do ramo, só em 2020.

Os eventos em ambiente digital são um marco criado para tentar amenizar os prejuízos, como foi o caso das lives de artistas, em especial do sertanejo. Tivemos também a inovação dos drive-ins, com shows, palestras, eventos religiosos e até debate entre políticos nas eleições. Isto passou a ser o tão falado ‘novo normal’, que deve ganhar ainda mais espaço. Porém, nada se compara às experiências vivas e marcantes como uma viagem em família, a festa de formatura de um filho, um gol do nosso time com o estádio vibrando, e até um momento de confraternização com os amigos.

Muitas soluções incríveis e inovadoras surgiram, no entanto, nada substituirá o evento presencial. O Governo do Estado deve começar a tratar deste assunto com mais sensibilidade, dando celeridade a medidas que visem fomentar a reabilitação tanto de empresas do setor, quanto de funcionários, pois estes precisam resgatar sua dignidade, após muitos passarem pelo pior período de suas vidas.

Por todas essas questões que acredito e defendo a breve retomada dos eventos, com protocolos. Definitivamente, a medida irá impulsionar nossa economia que está tão combalida, com foco na geração de emprego e renda para nossa população. Logicamente, tudo isso adaptado aos protocolos sanitários, dentro dos limites de público, respeitando a dinâmica do contato físico.

Adaptação e resiliência serão essenciais para o setor de eventos retornar, recuperar suas perdas e devolver à população momentos inesquecíveis.