Iniciativa muda formato de impor limites

Teutônia

Iniciativa muda formato de impor limites

Didática implantada com crianças visa reduzir agressividade e mau comportamento

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Iniciativa muda formato de impor limites
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O contato com tecnologias e a nova organização familiar mudaram o comportamento das crianças. Para entender e adaptar o plano de ensino, a Escola de Educação Infantil Dente de Leite, da Vila Esperança, iniciou projeto com os docentes.

Eles receberam polígrafos do livro Limites sem Traumas – construindo cidadãos, de Tania Zagury. A iniciativa propõe mudanças na forma de impor restrições aos alunos. O projeto será apresentado aos pais por meio de teatro e reuniões para que trabalhem de forma semelhante.

No ano passado, a direção percebeu a necessidade de propor mudanças no controle dos alunos. O livro, adquirido por R$ 38, ensina como entender as atitudes e exigir limites de forma saudável. A cada 15 dias, as professoras debatem o que aprenderam com o material.

Conforme a diretora Nilva Pacheco Wegner, 57, o envolvimento e adesão dos pais é crucial para a efetividade do projeto. “Às vezes a criança obedece na escola e em casa se sente livre para fazer o que quiser. Ou na sala de aula desrespeita a professora e com os pais é respeitosa. Temos que impor limite, mas de um jeito carinhoso, olhando nos olhos deles.”

Segundo a coordenadora pedagógica, Genciane Oliveira, 35, muitos fatores exigem a compreensão dos professores. A estrutura familiar diferente da convencional foi o primeiro assunto debatido. Para isso, interagiram com os alunos em busca da identidade de cada um. “A questão familiar está muito complexa hoje. Existem mudanças no formato”.

“Eles tentam nos dominar”

Embora o aprendizado tenha aumentado em sala de aula, a agressividade dos alunos chama atenção. Segundo a professora do maternal 2 que atende crianças de até 3 anos, Graciele da Silva Santos, 29, as crianças reproduzem as cenas dos desenhos animados, novelas e telejornais. “na sala querem lutar ou brincam de dar tiro um no outro. Isso só pode ter sido aprendido na televisão.”

Marlise Oliveira, 56, nota que muitos alunos perderam o senso de autoridade com os adultos. O empoderamento deles é ampliado com o acesso precoce à tecnologia. “Eles tentam nos dominar. Para mudar isso, estamos trabalhando sobre a concentração deles, para que se acalmem e passem a ouvir um pedido ou ordem.”

A educadora Cristina Meireles da Rocha, 24, trabalha na escola faz seis anos. Segundo ela, os alunos do pré B (até 6 anos) são o reflexo comportamental do berçário. “Se não começar apresentando limites e regras desde que são pequenos, quando grandes é mais difícil.”

Na sala de aula, foram coladas figuras que demonstram algumas regras. Todos os itens foram combinados para serem obedecidos. Nas proibições, estão xingar os colegas, empurrar e bater. Quem infringe alguma norma de convivência é punido com alguns minutos no Cantinho do Pensar. Sentado, deve refletir sobre as atitudes.

Dos dez alunos da sala, apenas três não frequentaram o local desde o início das aulas. Na turma, uma menina se destaca pela rebeldia, tanto que se nega a cumprir o castigo. Segundo a professora, ao final das aulas, os pais recebem o relato do comportamento das crianças.

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