Diretoria responde por desvio de dinheiro

Teutônia

Diretoria responde por desvio de dinheiro

Esquema teria gerado um prejuízo de R$ 31 mil para associação de moradores

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Diretoria responde por desvio de dinheiro

O Judiciário promove hoje a primeira audiência sobre o suposto desvio de dinheiro da Escola de Educação Infantil Dente de Leite, de Vila Esperança. O caso foi denunciado em 2012 ao Ministério Público.

Os integrantes da associação de moradores alegam que a diretoria da época desviou parte dos R$ 20 mil destinados pelo município e R$ 11 mil do superávit que havia em caixa. A comunidade pede o ressarcimento dos valores.

O presidente da câmara de vereadores em 2011, Valdir do Amaral (PMDB), indicou o recurso à associação. O projeto de doação de verba teve aprovação unânime do Legislativo e serviria para ampliação do berçário e melhorias na infraestrutura. Pais e mães aguardaram o retorno do investimento na instituição. Apenas algumas melhorias foram feitas, mas nada que precisasse dos R$ 20 mil de dinheiro público.

Na prestação de contas da entidade, nenhum comprovante de obras na creche foi apresentado. Questionado, o presidente da associação declarou que R$ 3 mil foram gastos com pedreiro. A comunidade cobrou o restante do dinheiro. No dia 17 de fevereiro de 2012, foram emitidas notas de uma loja de materiais de construção. Segundo a denúncia, o documento fiscal foi superfaturado de R$ 6 mil para R$ 13,9 mil.

Além disso, a diretoria é acusada de se apropriar, sem justificativa, de R$ 4,1 mil oriundos da emissão de cheques. A tesoureira teria usado o dinheiro do caixa da associação por meio de cheques no Banrisul, também sem comprovantes. A mulher e o irmão do presidente da entidade constam como receptadores no processo. Ambos teriam recebido R$ 3,3 mil e R$ 3,6 mil, respectivamente.

A acusação partiu das mães que compareceram na prestação de contas da associação e teve suporte do contador que atendia na gestão 2012/13. Duas professoras reforçam o fato, mas preferem não gravar entrevista com medo de represálias. “Tem muita coisa envolvida, famílias que podem ser prejudicadas e quando envolve política fica mais perigoso.”

Conforme o MP, quatro pessoas são acusadas no esquema por apropriação indébita de recurso público. Para elucidar o caso, 11 testemunhas de Teutônia e uma de Paverama serão ouvidas. Entre elas, o representante de uma loja de materiais de construções. O presidente da época foi procurado pela reportagem, mas preferiu não se manifestar.

Silêncio impera entre os envolvidos

A atual direção da escola foi procurada, mas preferiu permanecer em silêncio. Todos os funcionários foram proibidos de prestar qualquer informação sobre a situação financeira. Declararam que apenas durante a audiência se pronunciarão.

A escola atende 88 crianças de 4 a 6 anos. O quadro funcional conta com 12 professoras e três funcionárias. A principal demanda do educandário é espaço para os alunos. Um projeto foi encaminhado à administração municipal para que o local seja ampliado.

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