Camponesas organizam Dia da Mulher

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Camponesas organizam Dia da Mulher

Encontro regional visa chamar atenção para a importância da atuação feminina

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A comemoração pelo Dia Internacional da Mulher reúne associações e grupos femininos de diversas áreas de atuação. No município, uma das maiores mobilizações fica por conta do Encontro Regional de Trabalhadoras Rurais.

A 18ª edição do evento ocorre no dia 8, no Centro Comunitário Cristo Rei, a partir das 9h30min.

Estão programadas atividades recreativas, apresentações artísticas, cerimônia ecumênica e feiras da saúde, de produtos coloniais, artesanato e agroindústrias.

De acordo com a secretária do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) da cidade, Ana Beatriz Eidelwein, o ponto alto da festa fica por conta da mística. Momento em que são discutidas as temáticas pré-determinadas pela organização. Neste ano o diálogo aborda “Saúde, previdência e agroecologia”.

Outro destaque é a palestra motivacional “Autoestima e valorização da mulher”, cujo propósito é estimular a reflexão sobre a importância da atuação feminina no meio rural. Além de incentivar a reivindicação de colocações político-sociais.

Conforme Ana, os organizadores do evento, promovido pela Regional Sindical do Vale do Taquari, estimam que mais de 1,2 mil pessoas participem. Para superar as expectativas, representantes do STR visitam clubes de mães e associações comunitárias para divulgar a ação. “As mulheres do campo são um exemplo de mobilização, e essa data já se tornou um marco para elas”, comenta.

Distinção

Uma das atividades que evidenciam o espírito comunitário e colaborativo das trabalhadoras rurais é a escolha da agricultora destaque. Neste ano, a diretoria do STR local indicou Cristina Dietrich, que concorre com as representantes dos outros municípios do Vale.

O título é concedido por meio de um sorteio, de modo que não haja vantagens em função de critérios específicos, como tamanho da produção ou da propriedade. Segundo Ana, esse método também ajuda a evitar a “reeleição”. A escolhida, propõe, representa a classe em eventos oficiais durante um ano.

Trabalho e retorno

De acordo com Ana, a preparação para o encontro do dia 8 começou em janeiro, mas há detalhes que estão sendo tratados desde novembro. Este dia, pondera, é totalmente dedicado às produtoras rurais, tudo deve estar impecável. “Dá muito trabalho, mas o retorno, principalmente emocional, é muito maior.”

Segundo Ana, as agricultoras eram vistas como inferiores, mas felizmente esse panorama mudou. Elas passaram a ter consciência de que o fato de morar no interior não faz delas pessoas menos influentes ou importantes. “Devemos continuar trabalhando pela valorização das mulheres, sejam elas do campo ou da cidade”, conclui.

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