Custo de políticos crescerá 47% em 2013

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Custo de políticos crescerá 47% em 2013

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Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

O aumento de subsídios para os cargos eletivos im­pactará, pelo menos, R$ 1,9 milhão no orçamen­to do município a partir de 2013. O acréscimo foi concedido pelo Legisla­tivo na sessão da semana passada.

O levantamento feito pelo jornal A Hora aponta que, entre 2009 e 2012, o custo é de R$ 4,4 milhões. Em 2013, ficará em R$ 6,4 milhões (veja no boxe). O novo valor cobrirá a manutenção das nove secretarias e dos 11 vereadores.a

O principal acréscimo foi para o vice-prefeito: sairá dos atuais R$ 3,49 mil para R$ 8,5 mil – 144% a mais. Em seguida aparecem os ve­readores. Eles ganharão R$ 4.008, custo 71,5% maior que o atual.

A diferença está no número de legisladores. A próxima câmara será composta por 11 vereadores, ante nove da legislatura atual. O custo mensal crescerá de R$ 18,6 mil para R$ 48 mil.

O aumento é responsabilidade do Legislativo. O vice-presidente da Mesa Diretora, Micael Quadros (DEM), reconhece que a população é contra, mas diz estar tranquilo com a repercussão negativa. “Fomos a única câmara da região que teve coragem de enfrentar a opinião pú­blica.”

Quadros argumenta que a varia­ção concedida ao vice-prefeito é jus­ta. Conforme ele, o subsídio atual é muito inferior ao do prefeito – cerca de 20%. Justifica que a responsabili­dade do vice, Ariberto Magedanz, é quase igual a do prefeito.

Magedanz faz coro. “Sempre de­fendi que o vice-prefeito ganhasse, pelo menos, 30% do que ganha o prefeito, mas não tivemos êxito quando do último pedido.” Afirma que o aumento poderia ser concedi­do gradativamente.

“Poderíamos ter aumentado mais”

Sobre o aumento dos co­legas, o vice-presidente do Legislativo argumenta que é uma valorização. Qua­dros salienta que os verea­dores correm alguns riscos, e o acréscimo é uma forma de diminuí-los.

Informa que alguns dos eleitos têm empregos. Para participar das sessões, saem mais cedo do traba­lho, o que pode incorrer em demissão. “Poderíamos ter aumentado mais, pois a Constituição permite ga­nharmos até R$ 6 mil.”

População é contra

A previsão de Quadros e de Ma­gedanz se confirmou. Os teuto­nienses se manifestaram contra o reajuste. “Estão brincando com o povo”, esbraveja o aposentado Rudi Volkmann, 53.

Pediu a construção de um posto de saúde no bairro Teutônia – hoje, a comunidade tem um. O pedreiro João Albino Klein, 51, concorda. Considera “ridículo” o aumento.

Os moradores do bairro Alesgut ecoam o manifesto contrário. O aposentado Luca Schmitt, 68, co­bra do Executivo a construção de uma creche no bairro. Informa que a promessa teria sido feita pelo prefeito há dois anos.

Para agricultora Sueli Jantsch, 48, de Linha Catarina, a população é quem deveria sugerir o índice.

Investimentos com R$ 1,9 milhão

– Creches: Construir três prédios, com capacidade para 120 crianças cada. Com o financiamento do Fundo Nacio­nal de Desenvolvimento da Educação (FNDE), cada unidade custa R$ 650 mil em média. No município, das 12 cre­ches, só uma é pública;

– Casas populares: Construção de 42 casas populares, de R$ 45 mil cada, nas especificações do programa Minha Casa, Minha Vida. No bairro Canabarro, a Caixa Econômica Federal (CEF) inves­tirá cerca de R$ 5,2 milhões na constru­ção de 128 unidades habitacionais;

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