Caixa planeja construir 128 casas populares

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Caixa planeja construir 128 casas populares

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Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

A agência da Caixa Eco­nômica Federal (CEF) do município aguarda a li­beração da Gerência de Apoio ao Desenvolvimento Urba­no (Gidur) para autorizar a cons­trução de 128 casas populares. O Executivo cederá a área no bairro Canabarro.

A solicitação ocorreu em outu­bro, quando a administração mu­nicipal lançou um chamamento público, em um investimento de R$ 5,76 milhões por meio do pro­grama Minha Casa, Minha Vida. Cada unidade está avaliada em R$ 45 mil. Serão construídas aos pares em 64 lotes.a

A área está situada nas ruas Mário Schaeffer, 101, 102, 103 e 104. A coordenadora municipal da Assistência Social, Margrit Grave conta que o local foi esco­lhido por ser onde mais tem famí­lias enquadradas nas exigências do programa.

Acrescenta que o local tem a infraestrutura necessária para receber este investimento, como um posto de saúde e um colégio. Margrit garante que o bairro tem estrutura suficiente para atender a nova demanda.

O conjunto habitacional foi pro­jetado conforme o Plano Local de Habitação de Integração Social (PHLIS), exigido pela CEF.

Demanda é superior

Desde que assumiu, em 2009, o Executivo cadastrou 485 famílias interessadas em receber uma mo­radia – 3,7 vezes superior ao esti­pulado neste projeto. Margrit acre­dita que o número reduzirá, pois os dados serão atualizados e algumas pessoas saíram do município.

Os critérios do Executivo ainda estão em fase de definição. Ela adianta que o tempo de moradia no município será um dos itens analisados. Com os dados atua­lizados, haverá uma pré-seleção, que será encaminhada à CEF.

A Caixa selecionará os contem­plados conforme os critérios esti­pulados pelo Minha Casa, Minha Vida – Faixa I.

Margrit estima que 10% das ca­sas serão destinadas pela Justiça a algumas famílias que moram irregularmente próximo da fer­rovia que passa pelo bairro Cana­barro. A área é de propriedade da América Latina Logística (ALL).

Uma das que aguardam pela de­finição judicial é a do casal Claude­lino Andrade da Costa, 29, e Marli de Oliveira, 24. Eles moram há qua­tro anos no local reconhecem a ir­regularidade. “Viemos morar aqui porque não tínhamos condições para pagar o aluguel.” De acordo com ele, a Justiça ordenou o muni­cípio a dar uma casa à família.

Cerca de 20 famílias moram ir­regularmente na área.

O projeto

O município ficou responsável por ceder a área – avaliada em R$ 928 mil – na elaboração de um laudo téc­nico de viabilidade. O contrato será firmado entre a CEF e a construtora selecionada.

Conforme o engenheiro da prefei­tura, Ivandro Rosa, o projeto supera as exigências do programa. Todas as casas serão construídas com banhei­ros para cadeirantes, em vez dos 3% considerados obrigatórios.

O conjunto habitacional contem­plará esgoto, drenagem, calçadas, espaço para arborização, pavimen­tação e área de lazer coletiva. Os projetos foram encaminhados nesta segunda-feira para a análise técni­ca do banco.

O gerente da CEF no município, Re­nato Zanella se limita a dizer que o contrato deve ser assinado até o fim deste ano. Quando o acordo for firma­do, a construtora terá 30 dias para iniciar a obra.

Saiba Mais

Critérios da Caixa

– Família deve ter ren­da percapita de até R$ 1.395/mês;

– Não ter imóvel quitado ou em financiamento;

– Não estar incluído nos sistemas de proteção de crédito.

Pagamento

– A prestação é de 10% da renda familiar, com parce­la mínima de R$ 50;

– A primeira parcela será paga quando o imóvel estiver pronto;

– Até dez anos para quitar o financiamento.

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