Alunos protestam contra aumento de mensalidade

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Alunos protestam contra aumento de mensalidade

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Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

Universitários iniciaram ,na quinta-feira, um manifesto contra o aumento de mensalidades do Centro Universitário Univates. A reitoria da instituição diz que os reajustes são comuns e que ainda não há definições de valores.

As primeiras críticas surgiram na semana passada, nas redes sociais da internet – Facebook e Twitter. Nesta, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) criou um calendário de ações sobre o tema.

uniNa quarta-feira, 16, os alunos farão uma reunião, às 19h, na instituição para definir como será o manifesto. O presidente do diretório, Carlos Augusto Portela diz que está prevista a entrega de panfletos e uma caminhada pela universidade.

Notícias veiculadas pela imprensa mostram que o aumento das mensalidades em escolas, faculdades e universidades para 2012 varia entre 9% e 15%. O DCE defende que a Univates não pode seguir o mesmo padrão.

Portela diz que em 2010 também houve aumento e sobrou dinheiro em caixa. “Por que aumentar o custo dos alunos se o dinheiro fica parado?” O DCE se reuniu no início da semana com a reitoria para conversar sobre valores. Segundo Portela, a instituição quer aumento entre 7% e 12%.

O representante do DCE também reclama que a universidade anuncia o aumento depois do período de matrículas. “O universitário não consegue se programar, pois não sabe o que gastará.”

De acordo com a Reitoria da Univates, o aumento é anual desde a implantação do Plano Real, em 1994. A Univates está em fase de elaboração do seu orçamento para 2012 e deverá encaminhá-lo para aprovação no Conselho Universitário e no Conselho de Administração da Mantenedora até a metade de dezembro. Portanto, ainda não divulgou qual será o índice de aumento.

A instituição alega que, diferentemente das empresas, uma universidade tem mais de 60% dos seus gastos comprometidos com salários de professores, funcionários e contratos de prestação de serviços terceirizados, como segurança, limpeza, manutenção e outros.

O aumento das mensalidades para o segmento educacional é determinado pelos limites fixados na lei número 9.870, de 23 de novembro de 1999, e no Decreto 3.274, de 6 de dezembro de 1999.

Na Univates, a definição ocorre de acordo com a média dos índices inflacionários, do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e do salário mínimo. Como a Univates é comunitária e sem fins lucrativos, tem a obrigação de reinvestir todo o resultado gerado.

Protesto ganha força

A aluna de Comunicação Social, Tatiane Maldaner protesta contra o aumento e conta que quando fez aulas de fotografia teve que levar pilhas, pois a instituição não tinha as recarregáveis para oferecer.

“Pagamos mais de R$ 1,1 mil no semestre para uma disciplina e nem equipamentos básicos eram oferecidos.” Ela calcula que o custo gerado por aula foi de R$ 15 a mais.

O ex-presidente do DCE, Tiago Guerra,diz que os alunos sabem que o aumento de mensalidade é necessário para a manutenção da instituição, mas afirma que ele deve ser baseado na inflação do período. “Não deve ser praticado de forma abusiva. Ouvi falar em 15%.”

Segundo ele, a Univates está bem financeiramente, com dinheiro em caixa para quitar todos os financiamentos. “Todos queremos que a universidade cresça e não entre em crise como outras instituições, mas deve contribuir com a comunidade.” Ele informa que que deveriam verificar se a margem de contribuição dos cursos não está elevada para uma instituição comunitária.

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