Agências bancárias retomam atendimento

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Agências bancárias retomam atendimento

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Os bancos públicos da região sul foram os pri­meiros a declarar en­cerrada a participação na greve que paralisou o setor por 21 dias. O atendimento em mais de 9,1 mil agências públicas e pri­vadas brasileiras foi interrompi­do. No estado, foram 870.

Desde ontem, as agências da Caixa Econômica Federal (CEF) da região normalizaram o atendi­mento. A exceção foi a de Arroio do Meio que volta ao trabalho hoje. As agências do Banrisul de Cruzeiro do Sul e Lajeado esperam até as 9h, quando será apresenta­da uma nova proposta para reto­marem as atividades.a

Caso aceita, o atendimento tende a se normalizar a partir do meio-dia. Com exceção do Santan­der e Itaú, que interromperam o atendimento parcialmente até ontem, os bancos privados do Vale não aderiram à greve.

Na sexta-feira, a Federação Na­cional de Bancos (Fenaban) ofere­ceu o pacote de benefícios aceito pela CEF e Banco do Brasil (BB). A primeira medida é um reajuste de 9% nos salários, aumento de 1,5% frente ao acumulado da inflação. Os bancários exigiam 12,8%. O piso salarial para a função de cai­xa passa a ser R$ 1,9 mil e os escri­turários ganharão R$ 1,4 mil.

Haverá aumento na Participa­ção de Lucros e Resultados (PLR), parcela adicional passa de R$ 1,1 mil para R$ 1,4 mil. Os bancários serão proibidos de transportar va­lores e foram extintos os rankings individuais de desempenho.

Segundo a integrante do co­mando grevista, Shirley Isolda Barbieri, a proposta afeta os ga­nhos de mais de 400 funcionários na região. As novas propostas são resultados de um intenso proces­so de mobilização e negociação. “Conquistamos uma cláusula que freará a cobrança das metas abusivas, combatendo o assédio moral.”

As propostas específicas para o BB e da CEF apresentam melho­rias nas questões de carreira e condições de trabalho. Entre elas, a futura contratação de cinco mil empregados na CEF e a valoriza­ção do plano de cargos e salários no BB.

O tempo de inatividade não deve ser descontado dos salários, mas será compensado em até duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, até 15 de dezembro. Como nas greves anteriores, even­tual saldo após esse período será perdoado.