A falta de dinheiro para melhorar a estrutura do Presídio Estadual de Lajeado é debatida na reunião da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat), nesta sexta-feira, em Putinga. O diretor da prisão, Luis Fernando Ferreira apresenta uma relação de materiais que precisam e pedirá apoio dos prefeitos.
Ferreira solicitou ajuda dos prefeitos ao presidente da Amvat e prefeito de Westfália, Sérgio Marasca, em uma reunião fechada na semana passada. Marasca convidou Ferreira e o delegado da 8ª Região Penitenciária, Anderson Louzado, para explicar a situação aos 40 municípios da entidade.
O prefeito de Estrela, Celso Brönstrup, ressalta que os municípios concordaram em fazer doações para o presídio, durante uma reunião da Amvat em 2010, mas que a iniciativa perdeu força quando o estado anunciou que construiria um novo presídio.
Brönstrup salienta que o município poderá ajudar a diretoria da casa prisional, mas critica a falta de empenho do governo do estadual para resolver o problema do sistema penitenciário. “É muito fácil reivindicar para os municípios, em vez de cobrar do estado.”
Ele sugere a mobilização da Amvat para que os prefeitos encontrem uma solução para o sistema carcerário. Para o prefeito de Encantado, Paulo Costi, os administradores municipais precisam formar uma comissão para solicitar à Secretaria de Segurança Pública (SSP) mais investimentos na região.
Costi se nega a auxiliar o presídio de Lajeado com dinheiro. Encantado tem um presídio que carece estrutura e afirma: a mobilização financeira será com as administrações municipais da região alta para melhorar a casa prisional encantadense.
O encantadense quer reunir os prefeitos para construir um albergue na região alta do Vale e poder usar os presidiários do regime semiaberto para prestar serviços.
Outros assuntos
Os prefeitos debatem outros dois assuntos em Putinga. O primeiro será a criação do pré-território rural com a participação do delegado federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Nilton Pinho de Bem.
Marasca acredita que a proposta terá a adesão da maioria dos gestores, pois possibilitará a solicitação de recursos federais para aplicar em programas federais na região, como o Programa Luz Para Todos.
O outro assunto é a alteração nas contas dos clientes rurais da Certel que, nos últimos 30 dias, passaram a pagar 25% de ICMS, em vez de 12%. Isso ocorre porque o governo do estado inativou a inscrição de diversos produtores que se aposentaram e, com isso, não tem mais o desconto. A explicação será dada pelo gerente comercial da empresa, Ernani Mallmann.