Pesquisa definirá feira com mais dias

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Pesquisa definirá feira com mais dias

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Apróxima edição da Feira da Construção Civil, Mobiliário e Decoração do Vale do Taquari – Construmóbil 2013 poderá ter novidades. Expositores sugerem que a comissão organizadora amplie os dias de exposição. A Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), promotora do evento, fará pesquisa para verificar interesse dos participantes.

A data da próxima edição está predefinida para o fim de setembro de 2013. Neste ano, ela foi de quinta-feira a domingo. A Acil pretende estender para mais um fim de semana. Os estandes fechariam de segunda a quarta-feira e reabririam de quinta a domingo.

O presidente da associação, Walmor Scapini relata que as mudanças são importantes, visto que para fazer uma feira em poucos dias pode ser margem de insucesso. “A Acil apoia tudo o que o expositor quiser.”

Ele salienta que o local teria estrutura para ficar fechado durante a semana com toda feira montada. Segundo ele, seria necessária apenas a contratação de mais vigias para controlar o local. Para ele, investir em uma feira sempre é importante para o desenvolvimento de uma empresa.

Em uma pesquisa de satisfação realizada durante a feira, 91% dos expositores querem estar na Construmóbil 2013. Muitos deles manifestaram a intenção de ampliar seu espaço.

O empresário Giancarlo Bervian diz que pelo menos a Mostra Arquitetura deveria ser ampliada para dois fins de semana. Ele considera alto o investimento para expor. Para mostrar um trabalho singular aos clientes, Bervian investiu cerca R$ 150 mil. Ele cita que deste valor pelo menos 30% será perdido, porque boa parte do material não poderá ser reaproveitada para outras feiras.

Para os empresários Martinho Phul e Sidnei Schmidt, é necessário ampliar os dias de feira, desde que seja em fim de semana. Eles comentam que os investimentos de suas empresas foram altos para uma mostra de apenas cinco dias. Sendo que em um, ainda choveu.

Schmidt diz que a estrutura do estande de sua empresa foi feita sob medida para aquele espaço. Ele calcula perda da maioria do material investido. Segundo ele, mais um fim de semana de feira proporciona que os visitantes tenham uma segunda chance de fechar o negócio ou até mesmo de ir até a feira.

Para uma empresária de Lajeado que expôs na feira, é imprescindível que a feira seja ampliada para dois fins de semana. Ela considera alto o investimento dos expositores, em comparação ao retorno e aos poucos dias de exposição. Segundo ela, as despesas vão desde o espaço físico, estrutura decorativa, até aos atendentes e suas despesas.

Ela pensa que os visitantes não deveriam pagar entrada para prestigiarem a feira. Conforme ela, a Construmóbil não ofereceu shows e alguns participantes vão até lá apenas para passear. Ela gastou R$ 4 mil para ocupar um espaço de 30 metros quadrados durante cinco dias. Na sua visão, o preço paga a entrada de seus “possíveis” clientes.

O outro lado

O proprietário de uma imobiliária de Lajeado, Marcelo Munhoz discorda em estender os dias de feira. Ele a considera cansativa e diz que cinco dias são suficientes para concretizar negócios e mostrar o nome da empresa.

O presidente da Rede Certel, Egon Hoerle, também discorda da ampliação dos dias de feira. Segundo ele, se pode divulgar bem um produto em três dias. Ele diz que se gasta muito com funcionalismo.

Busca por novidades

Elemar Schuh, 50, vigilante e sua filha Suellyn, 18, estudante, vieram de Venâncio Aires para prestigiar o último dia de feira. Eles ficaram sabendo do evento pelos meios de comunicação e buscam novidades para incrementar a decoração da casa e na hora de fazer as reformas.

A filha é a que gosta mais desses assuntos e ficou encantada com os estandes. Schuh diz que é a terceira Construmóbil que eles visitam e pretendem voltar daqui a dois.

O vigilante dá um palpite sobre o que está entrando no mercado “os papéis de parede e os laminados”. Os dois se encantaram pelo espaço da Arabesco, que tinha um local para o banheiro da noiva. A empresa aproveitou o modelo para falar de sustentabilidade. A manequim usava um corpete feito com papel de parede.

Executando o tema da feira

Alinhada ao tema, a feira assumiu seu compromisso de ser sustentável. O total de lixo gerado, a energia e a água gastos tiveram efeitos de emissão de gases de carbono na atmosfera. E com a certificação do Selo Carbono Neutro obtida da Certel/Max Ambiental, a Construmóbil 2011 compensará a poluição com o plantio de 136 mudas de árvores.

Elas serão plantadas nas próximas semanas, em data e local a serem definidos. Recolhimento de lixo eletrônico pós-consumo, pilhas e baterias, e a distribuição de mudas de árvores fizeram parte das ações em prol da natureza.

Os espaços da feira mostraram o tema. Na Mostra Arquitetura os oito ambientes apresentaram maneiras de montar um espaço sofisticado aplicando a sustentabilidade. Revelaram com arrojo e criatividade o que é possível fazer com a reutilização de materiais, resgate de peças antigas e uso de material reciclável.

O Espaço 3 Arquitetura trouxe a ideia de sustentabilidade em uma sala de jantar e nas mesas da sala de estar. O arquiteto Nestor Jung explicou que as duas mesas foram projetadas com ideias de todos da equipe.b

Depois de decidirem pelo uso de garrafas pet – precisavam ir atrás dos materiais para a execução. Os lustres foram feitos com bolinhas de pingue-pongue e os pés das mesas com cerca de 200 quilos de garrafas pet, emprestados pela Usina de Tratamento de Lixo (UTL) de Estrela.

Essas garrafas foram separadas, compactadas pela usina e depois higienizadas pela equipe do Espaço 3. A arquiteta Júlia Schwertner relata que alguns visitantes foram até o estande perguntando se os móveis estavam à venda. “Que bom que o público gostou.”

Feira gerou R$ 18,5 milhões

Em cinco dias de feira circularam na quinta edição da Construmóbil 36,5 mil pessoas. A participação foi superada em 8% comparada com 2009. O maior movimento foi registrado na sexta-feira à noite e no fim de semana, quando corredores e estandes ficaram lotados. Foram fechados R$ 18,5 milhões em negócios.

Para o presidente da comissão organizadora da feira, João Alberto Muniz Fluck, o tema foi um ponto importante da feira porque incentivou as pessoas a seguirem as novas tendências de construção e decoração com menos agressão ao ambiente. “É um tema atual e desafiador que os expositores assumiram com muitas ideias e soluções criativas.”

Os eventos técnicos foram acompanhados por 300 pessoas. A mais prestigiada foi a palestra internacional do arquiteto português Carlos Guimarães, no segundo dia da feira. A rodada de negócios teve a participação de 49 empresas que realizaram entre si 110 reuniões e prospectaram R$ 697,5 mil em negócios.

Para a próxima feira foram anunciadas algumas alterações. O vice-presidente da edição deste ano, André Luís Kieling será o líder da comissão organizadora do evento.

Evento lançou mil imóveis

O Espaço Imobiliário da feira foi uma das atrações da Construmóbil 2011. Localizado no Saguão 2 do Parque do Imigrante, foi o local para quem planejou a compra da moradia própria.

Estiveram concentradas nove imobiliárias. Juntas para a feira elas trouxeram cerca de mil lançamentos. São pelo menos 20 prédios, a maioria residenciais, e 50 sobrados distribuídos por diferentes bairros de Lajeado.

O empresário Everton Corbellini afirma que a localização do espaço foi positiva para atrair um bom público. A visitação ao Espaço Imobiliário se caracteriza para muitos como o ponto de partida para a compra do imóvel.

A partir deste primeiro contato são marcadas as idas aos imóveis, com visitas que começam até mesmo em paralelo com a feira. De acordo com Corbellini, existe um tempo de maturação para o fechamento de negócios neste setor, o qual costuma ser de, em média, seis meses.

Entre as pessoas que circularam pelo local esteve o casal Patrícia Kroth, 20, e Henrique Massmann, 21, de Lajeado. Eles contam que estavam analisando imóveis e aproveitaram para vê-los na feira porque as imobiliárias estavam concentradas.

Procura por financiamentos

O estande da Caixa Econômica Federal de Lajeado teve procura constante. À noite foi a maior dificuldade de atendimento dos oito correspondentes. O público aproveitou o horário singular da feira para analisar valores de financiamentos.

Conforme o gerente da agência de Lajeado, Donato Dullius, em cinco dias foram mais de cem simulações de propostas novas. Os imóveis mais procurados foram os que se enquadram no programa federal Minha Casa, Minha Vida, de até R$ 100 mil. Contudo, os mais concretizados foram os acima de R$ 100 mil, entre eles apartamentos e sobrados.

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