Empresário qualifica futuros funcionários

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Empresário qualifica futuros funcionários

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Há cinco meses no muni­cípio, uma marcenaria passou a oferecer curso gratuito aos moradores interessados a desenvolver carrei­ra no setor. As atividades surgiram mediante dificuldades de encontrar mão de obra qualificada. Alunos que concluírem as aulas terão emprego garantido.

O empresário Roberto Muxfeldt, 44, diz que procurou por profissionais em diversos lugares na região, como no Sistema Nacional de Emprego (Sine), mas sem sucesso. Ele ressalta que no mercado de trabalho não se encontram profissionais completos, que saibam manusear equipamen­tos e produzir móveis diversos.

A quantidade de serviços dobrou nos últimos meses e Muxfeldt diz que tem vaga para mais oito fun­cionários. “Não posso ampliar a produção, pois não encontro pessoal capacitado.” Hoje trabalham quatro pessoas na marcenaria.a

Quem ministra o curso é seu filho Jonas, 24, formado em marcenaria pelo Senai, de Lajeado. As aulas co­meçaram nesta segunda-feira com a participação de seis alunos. As ativi­dades serão diárias, das 19h às 21h.

As aulas são direcionadas no ensi­no de trabalhar com as ferramentas e a produzir móveis, sempre traba­lhando com segurança e seguindo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “Antes de tudo é necessário trabalhar com se­gurança, pois os riscos de acidentes são grandes.”

As primeiras aulas são sobre o manuseio dos equipamentos ne­cessários, como a serra tico-tico e a furadeira. Em seguida, os alunos apreenderão na prática a utilizar as ferramentas e a criar objetos.

Cada aluno aprenderá a fabricar uma mesa de sala, que ao fim do curso, previsto para janeiro, será dada como prêmio. Os materiais uti­lizados em aula são reaproveitados de outros móveis que foram feitos.

Jonas ressalta que muitas pessoas desclassificam os marceneiros e isto é feito de forma injusta. Ele diz que as aulas não servem apenas para en­sinar o básico sobre a profissão, mas que isto servirá para toda a vida, dando suporte em outras atividades do cotidiano.

Irmãos apostam no ramo

O trabalho no campo, ao lado dos pais, está em paralelo com as pretensões dos irmãos Ro­drigo, 16, e Eduardo Fleck, 15, de Bauer-eck. Eles apostam no curso como uma alternativa de diversificar seus conhecimen­tos, aumentando suas opões no mercado de trabalho.

Para participar das aulas, eles viajam 20 quilômetros. “Poderemos ser marceneiros no futuro, ou podemos adquirir conhecimentos para trabalhar em nossa propriedade”, ressal­ta o irmão mais velho.

Muitos segmentos e poucas empresas

Conforme o coordena­dor de cursos do Senai, de Lajeado, Edson Ribeiro, na região há mais de 400 mi­cro e pequenas empresas do segmento, no entanto, existem poucas indústrias.

Ribeiro ressalta que a finalidade da instituição é promover cursos a pro­fissionais que almejam trabalhar em grandes em­presas. O curso de marce­naria do Senai começou em 2003 e foi suspenso em 2010, mediante a bai­xa procura.

Ele diz que o curso pas­sou a ser realizado na es­cola Frederico Closs, de Venâncio Aires. “Como a escola é fica a cerca de 30 quilômetros daqui, deci­dimos por manter o curso apenas lá.”

Saiba mais

A marcenaria é o trabalho de trans­formar madeira em um objeto útil ou de­corativo. Evoluiu da carpintaria. Hoje na área, o profissional trabalha, com lami­nados industrializa­dos (madeira), como compensado (Brasil) ou contra placado (Portugal), aglome­rado, MDF, laminado melamínico, folhas de madeira, e ou­tros.

Além de ter um vasto conhecimento do uso das ferramen­tas e materiais dessa área, o marceneiro deve ter criatividade e saber desenhar. No uso de máquinas, como serra circular, a cautela é primor­dial, pois qualquer acidente pode ser ir­reversível.