Lavouras alagadas atrasam plantações

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Lavouras alagadas atrasam plantações

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

A alta umidade do solo deve atrasar a semeadura de milho e feijão no estado. A pouca insolação também vem contribuindo para frear o desen­volvimento mais vigoroso das cultu­ras de inverno como o trigo.

De acordo com o agrônomo da Emater/RS-Ascar Dulphe Pinheiro Machado Neto, a recomendação, es­pecialmente para produtores destas duas culturas, era antecipar o plantio para evitar a época de seca, prevista a partir de dezembro.

plantaEle lamenta que, com a falta de sol por períodos mais longos, a umidade esteja dificultando os trabalhos na lavoura. “Esse atraso pode ser recupe­rado, mas deve haver outras dificul­dades adiante devido as variações do clima no Estado.”

No caso do trigo, apesar da insta­bilidade meteorológica e das altas temperaturas para esta época do ano, as lavouras ainda apresentam bom desenvolvimento vegetativo, o que mantém expectativa de boa pro­dutividade.

O controle de doenças fúngicas se­gue em andamento. Espera-se produ­ção de 1,85 milhão de toneladas em 844,37 mil hectares. Sem chuva exces­siva na última semana, a adubação nitrogenada em cobertura foi prati­camente concluída pelos triticultores.

Fonte: NotíciasAgrícolas

Máquinas no galpão

Na última semana o produtor Si­nésio Wickert, 51, iniciou a prepara­ção do solo para o plantio de milho. O início da safra está 25 dias atrasa­do. Ele ressalta que é necessário que hajam dias seguidos de sol nas próxi­mas semanas, caso contrário, outras culturas serão prejudicadas.

Ele plantará 20 hectares de milho. Na última safra colheu em média 130 sacas de 60 quilos por hectares. A projeção é que o preço aumente de R$ 24,5 para R$ 27. Possui 62 hectares de trigo plantados. “O trigo está ruim, a falta de sol e o excesso de chuva pre­judicam a floração da planta.”

Sol a partir de quarta-feira

A partir de hoje o tempo deve mudar na região. Na parte da tarde o sol começa a aparecer, mas ainda terá possibilidade de pancadas de chuva. À noite o tempo abre e haverá queda na tem­peratura. Na quarta-feira a mínima será de 7 e a máxima de 16. O dia será de sol e com poucas nuvens.

Na quinta e sexta-fei­ra existe a previsão de geada ao amanhecer. As nuvens aumentam no decorrer da tarde. No sábado e domingo as temperaturas au­mentam e podem che­gar a 27ºC. A chuva deverá retornar ao Vale na segunda-feira.

Fonte: Clima Tempo

Situação das lavouras

Hortigranjeiros

De maneira geral, as hortaliças folhosas continuam sendo severamente castigadas pela frequentes e inten­sas chuvas e pela pouca insolação. Diversas lavouras de alface, entre outras espécies, estão comprometidas pelo apodrecimento das folhas baixeiras, tornando o produto inapropriado para o comércio.

Além das perdas econômicas para o produtor, o consumi­dor terá retração na oferta e haverá aumento no preço.

Apicultura

O alto volume de chuvas ocorrido em algumas regiões na última semana e as baixas temperaturas provocaram a redução no trabalho das abelhas. Os apicultores estão fornecendo alimentação de incentivo à postura e inician­do as práticas de limpeza da colmeia e a troca de favos velhos por cera alveolada, em função, principalmente, do início de floração das frutíferas.

Os estoques de mel são considerados baixos em face da baixa produtividade obtida na última safra.

Pastagens

O início do rebrote das pastagens naturais foi prejudicado pelo frio intenso e pelas geadas dos últimos dias. As pasta­gens cultivadas de inverno estão sendo prejudicadas, pois falta de sol e luminosidade impede o crescimento das plantas e diminui a oferta de pasto e diminui a produção de leite.

Além disso o trato encarece pois o produtor precisa comprar ração para manter o trato equilibrado.

Piscicultura

Com as temperaturas ainda baixas, as condições ambien­tais não são favoráveis ao desenvolvimento da piscicultura. Os produtores estão fazendo o manejo dos viveiros, contro­lando a coloração da água e corrigindo a adubação do solo para a futura inundação.

Nas últimas semanas, ocorreu a mortandade de peixes, em alguns açudes, motivada principalmente pela falta de oxigê­nio e pelo manejo inadequado. A adubação e a alimentação foram reduzidas para evitar a queda do teor de oxigênio dis­solvido na água e em função da baixa atividade dos peixes.