Comandante da BM garante construção

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Comandante da BM garante construção

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Dois anos depois de o município autorizar a doação de uma área de 760,54 metros quadrados ao governo do estado para a construção do prédio do Pelotão da Brigada Militar (BM), o estado não assinou a posse da área e descarta previsão para a obra.

Conforme a assessoria de comunicação do estado, o projeto está parado por falta de verba. “Não adianta começar uma obra e depois parar por falta de recurso.”

brigadaSegundo o secretário da Administração, Fabrício Renner, o projeto foi elaborado em outubro de 2009, no qual o estado deveria construir o prédio em dois anos, contando desde a data de posse, sob a pena de reversão do imóvel ao município.

Conforme o tenente-coronel Antônio Scussel, comandante da Brigada Militar no Vale do Taquari, se nas próximas semanas o estado não der previsão para construir o prédio, o comando regional da brigada encontrará uma alternativa secundária.

Uma das opções, segundo Scussel, é recorrer ao Judiciário e por meio do sistema de mão de obra prisional construir o prédio. “Teremos que fazer uma nova estratégia.”

No início do ano, Scussel foi, acompanhado do prefeito de Santa Clara do Sul, Paulo Cesar Kohlrausch, ao gabinete do secretário estadual de Obras, Luiz Carlos Busato, reforçar o pedido para a construção de um prédio para BM no município.

Para o comandante, ter um prédio específico e adaptado facilitará o trabalho dos soldados. A atual guarnição fica no centro e o prédio é locado pela administração municipal.

Além de atender o município, o batalhão dá suporte a Sério, Forquetinha e Canudos do Vale. Na guarnição atuam 12 soldados.

O terreno oferecido pelo município para construir o prédio do batalhão se localiza na Av. Emancipação, nas imediações do trevo de acesso à cidade.

Mão de obra prisional

Participam da seleção presos do semiaberto. A BM faz a solicitação ao juiz, que pede aos assistentes sociais do presídio que indiquem presos que tenham boas condições de trabalho e de convívio.

Para cada três dias de trabalho, o presidiário ganha a remissão de pena em um dia mais remuneração.