Qualidade garante preços melhores

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Qualidade garante preços melhores

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A safra de caqui na re­gião alta do Vale do Taquari, nos muni­cípios de Roca Sales e Arvorezinha, está chegando ao fim.

A fruta surge no lugar de cul­turas tradicionais como a soja, milho e fumo e virou sinônimo de lucro e diversificação.

caqui

De acordo com o engenheiro agrônomo Cesar Burelli, do es­critório da Emater/RS-Ascar de Roca Sales, este ano o preço e a qualidade das frutas trouxeram ganhos extras para os produto­res. “A maior parte da produção foi vendida ao preço de R$ 1,20 o quilo. A qualidade foi um di­ferencial.

A produção nesta safra chegou a 50 toneladas. A cultura do ca­qui ocupa 8 hectares e envolve seis famílias. São cultivadas as variedades kyoto e fuyu.

Na propriedade do fruticultor Selvino De Bona, de Linha Três Pinheiros, a produção chegou a três mil quilos. Comenta que a produtividade foi inferior devi­do ao temporal de granizo que danificou o pomar em dezem­bro de 2010.

Quanto ao preço e a qualida­de, De Bona está satisfeito. “Con­segui um excelente lucro, pois vendemos a fruta antes da safra iniciar na Serra.”

Fruto estocado

A concorrência de ci­tros e maçãs no carrinho do consumidor e o avan­ço de uma colheita farta brecam o preço do caqui ao produtor, justo numa das melhores safras em 15 anos na Serra Gaú­cha.

A região é responsável por 80% da produção estadual e planta 1,5 mil hectares com a fruta. Mesmo com a alta quali­dade e o calibre, a remu­neração pelo quilo oscila entre R$ 0,50 e R$ 0,70 contra os valores entre R$ 0,60 e R$ 0,80 da mesma época de 2010.

Segundo o assistente técnico regional de Fru­ticultura da Emater em Caxias do Sul, Enio Ân­gelo Todeschini, com as condições meteorológi­cas favoráveis, boa adu­bação e preparo do solo, as frutas estão muito grandes, acima da mé­dia.

Isso significa unidades com mais de oito cen­tímetros de diâmetro e peso superior a 200 gra­mas. Com todo esse ta­manho, a produtividade estimada de 15 mil qui­los por hectare deve su­bir 12% na região.

Para conseguir um pre­ço melhor, cresceu nas últimas semanas o nú­mero de fruticultores que está armazenando as frutas em câmaras frias para vender na entressa­fra daqui a 60 dias.

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