Paralelepípedos geram gastos recorrentes

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Paralelepípedos geram gastos recorrentes

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

As reclamações sobre os desníveis em ruas pavimentadas com paralelepípedo são recorrentes em vários municípios do Vale.

Apesar dos constantes investimentos em recuperação, os problemas de buracos persistem, irritando motoristas e moradores.

asfaltoEm Santa Clara do Sul, segundo o secretário de Administração, Fabrício Renner, o problema ocorre pelo intenso fluxo de veículos pesados que trafegam pela Av. 28 de Maio. “Precisamos criar uma rota alternativa para resolver essa situação.”

Uma comissão será formada para criar novas rotas para caminhões. A decisão será divulgada dentro de 60 dias.

O Executivo investiu R$ 15,4 mil em 2010 para a reforma da 28 de Maio. Renner acrescenta que os reparos são frequentes e acredita que o problema está no projeto inicial.

Segundo Renner, a implantação de paralelepípedos ocorreu há tempo, e os projetistas levaram em conta a frota da época, quando o tráfego de caminhões no local era menor. “A rota seria a maneira ideal para evitar novos gastos com a reforma da rua.”

A comunidade questiona o investimento da administração municipal. O aposentado Olécio Franz diz que o dinheiro aplicado poderia ter sido melhor utilizado, pois a melhoria foi ineficaz.

Para ele, a solução seria retirar todo o material e refazer a pavimentação. Franz teme que possa acontecer algum acidente devido aos buracos ou que os pedestres se machuquem enquanto caminham pela rua.

Problemas na primeira semana

No bairro das Nações, em Lajeado, a rua Brasil apresenta problemas no calçamento desde a sua construção, há três anos.

Segundo moradores, na primeira semana depois de pavimentada, a via tinha desníveis. Inclusive, ocasionando acidentes, pois os veículos precisam desviar dos buracos e assim colidem em outros automóveis.

Moradora há 18 anos do bairro, Carmen Dietrich lamenta a má conservação da rua. Segundo ela, por ser estreita, a via é uma ameaça às crianças que brincam nas redondezas. “Isso é um perigo e uma vergonha.”

O exemplo de Anta Gorda

Em Anta Gorda, há mais elogios do que reclamações sobre as obras de pavimentação. A maioria das ruas – incluídas as da zona rural – tem paralelepípedos. O prefeito Vanderlei Moresco destaca que o modelo adotado naquele município contribui para a eficácia das obras.

O processo é feito em parceria com os moradores. A administração municipal investe na canalização, na base para receber os paralelepípedos e o meio fio. A comunidade beneficiada compra as pedras e contrata o serviço, dispensando a licitação.

Asfalto seria a solução

Em Mato Leitão, o trajeto de 1,6 quilômetros que vai do centro até a Vila Santo Antônio, pavimentado em 1994, é motivo de reclamação recorrente de motoristas e moradores. A última reforma ocorreu em 2007, num investimento de R$ 149 mil. Desde então, apenas reparos são realizados.

O empresário Milton Heinen lamenta o fato das melhorias serem uma forma provisória de resolver o problema de má conservação da via. Para ele, o dinheiro usado para os reparos poderia servir para iniciar o asfaltamento. “Se fizessem 500 metros de asfalto, não incomodaria mais.”

Segundo Heinen, nos últimos dias a Secretaria de Obras colocou material sobre a pista para tapar os buracos. “Porém, é uma solução apenas provisória.”