Vândalos desperdiçam dinheiro público

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Vândalos desperdiçam dinheiro público

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Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

O dinheiro reservado para aplicar em obras e novos investimentos no patrimônio público é gasto na recuperação de locais depredados por vândalos. Placas de sinalização, muros e bancos de praças, abrigos de ônibus e banheiros são os principais alvos.

Na RS-421, no bairro Conventos, em Lajeado, pichações das placas às margens da rodovia impedem a sua intrepretação. A situação se arrasta há um ano.

vandaConforme os dados da Secretaria da Fazenda de Estrela, nos últimos anos, a média de gastos com a melhoria de locais depredados chegaram aos R$ 500 mil – o equivalente a 1% do orçamento anual.

Os patrimônios mais estragados são: abrigo de ônibus, lixeiras, luminárias e placas de trânsito. Os dois últimos recebem, muitas vezes, tiros. Em Lajeado, por ano, o custo da manutenção das praças públicas é de R$ 50 mil.

Segundo o secretário de Agricultura, Waldir Gisch, o maior problema é a constante manutenção dos banheiros públicos. O investimento corresponde à metade dos recursos que a secretaria dispõe para a conservação e investimentos das áreas de lazer.

De acordo com Gisch, o dinheiro gasto com os reparos seria suficiente para a instalação de mais duas praças, compra de brinquedos ou uma reforma completa no Parque dos Dick.

“Em muitos locais a comunidade exigiu que os banheiros públicos e as casinhas fossem destruídos por terem se tornado pontos de tráfico e consumo de drogas.” Os 20 funcionários responsáveis pela conservação destes locais têm dificuldade para atender a demanda das 48 praças da cidade – a maioria alvo da depredação.

A praça da Matriz e o Parque dos Dick lideram nos casos de vandalismo, bem como a praça no bairro Morro 25. Nesta, uma estrutura de pedra, que servia para embelezar, avaliada em R$ 5 mil, foi demolida. Para o secretário, a participação da comunidade na conservação e vigilância destes locais é fundamental.

Comunidade tem que fiscalizar

Segundo o secretário de Obras de Cruzeiro do Sul, Flávio Schossler, os principais materiais danificados são as lâmpadas e as lixeiras, gerando R$ 6 mil de despesa ao ano. Só uma lixeira custa em média R$ 400. Para ele, a comunidade cala quando deveria denunciar. “Falta a comunidade avisar a polícia no momento em que o ato ocorre.”

Em Marques de Souza, a iluminação pública, jardins e canteiros são os principais alvos. Para o operário responsável pela manutenção da iluminação pública, Airton Lamm, os gastos destinados a isso são desperdício de dinheiro público. “Consome muitas horas dos trabalhadores.” Só neste ano foram gastos R$ 4,2 mil em material para iluminação e 80 horas de trabalho dos operários.

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