Ministério Público analisará documentos da Central

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Ministério Público analisará documentos da Central

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O Ministério Público ins­taurou inquérito civil para recolher e analisar documentos do Centro Terapêutico de Tratamento do Al­coolismo (Central). Conforme o pro­motor Sérgio Diefenbach será um processo semelhante a uma audi­toria. A entidade teve prazo de um ano para se adequar às exigências feitas pela vigilância sanitária, mas até então houve resistência da administração do local.

O diretor da Central, Roque Lo­pes, confirmou na tarde de ontem que está conversando com os ór­gãos exigentes e afirma que tenta­rá adequar o local às normas.

muroEm 24 anos a Central atendeu mais de 16 mil pacientes. No ano passado, depois de uma fiscaliza­ção no local, o diretor disse que não teria condições financeiras para mudar os métodos e estrutura dos tratamentos para dependentes químicos, ameaçando encerrar o atendimento.

Segundo a Portaria 433 da Secre­taria Estadual de Saúde, a Central não se enquadra em alguns itens exigidos pela nova regulamenta­ção, que vão desde a estrutura do local, as formas de tratamento e a especialização dos profissionais responsáveis.

Estrutura atual

A UD tem capacidade para 33 pes­soas. São 27 leitos masculinos e seis femininos. No total, são 114 leitos com as enfermarias.

No local há um refeitório para cem pessoas que serve a pacientes e fami­liares. O auditório tem 196 lugares e é usado para as reuniões de Alcoólicos Anônimos (AA), terapias de grupo, se­minários e programas familiares.

Existem quatro salas de terapia, quiosque, academia de musculação e ginástica, biblioteca, sala de pales­tras, espaços para leitura e cancha de bocha. Hoje são atendidos 81 pa­cientes, dos quais 35% por motivo de dependência alcoólica, e o restante por drogas ilícitas.

Irregularidades apontadas

Com 114 leitos construí­dos em uma área de 1,5 mil metros quadrados, a institui­ção deverá se adequar para ter no máximo 90 leitos.

A equipe técnica é forma­da por um psiquiatra, dois psicólogos, duas assisten­tes sociais, cinco consul­tores, quatro enfermeiros, um monitor e as equipes administrativa e de apoio. De acordo com a portaria são necessários dois médi­cos clínicos, e os consultores devem ser formados pelo Conselho Estadual de Entor­pecentes (Conen).

A lei exige que os quartos tenham seis leitos. Hoje na instituição são nove para cada espaço. As roupas devem ser lavadas pela instituição, que também terá que apresentar cardápio da refeição servida. Hoje são os internos quem la­vam as roupas.

Na Central, existe a Unida­de de Desintoxicação (UD), onde o interno passa um pe­ríodo de até 15 dias, para então iniciar o tratamento terapêutico. A lei exige que essa primeira etapa seja re­alizada em um hospital de referência, com exames de sangue e urina que compro­vem a real necessidade de internação.

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