Disputa por casas supera seis vezes a oferta

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Disputa por casas supera seis vezes a oferta

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Cruzeiro do Sul – Aconstrução de casas populares no municí­pio está prevista para este ano e a Secretaria Municipal de Habitação e Assis­tência Social tem uma lista de candidatos seis vezes maior do que o número de residências dis­poníveis.

Ao todo, são 126 famílias aptas a ingressar no programa que no primeiro momento oferece 20 ca­sas populares para o bairro Vila Rosa. De acordo com o secretário de Habitação e Assistência Social, Fabel Moreno, foram inseridos na lista aqueles que ganham até três salários mínimos, residem no mu­nicípio há pelo menos cinco anos e não possuem imóveis.

Para a seleção das famílias, Mo­reno afirma que foi feito um ques­tionário com perguntas referentes ao salário, o tipo e o tempo de per­manência no trabalho e quantas pessoas vivem na residência.

O secretário diz que cada ques­tão tem uma pontuação específica e serão selecionadas aquelas que tiverem menor renda familiar.

O projeto foi encaminhado à Secretaria Estadual de Habitação e Saneamento e está orçado em R$ 320 mil – sendo R$ 200 mil do governo estadual e R$ 120 mil do município.

Dificuldade na construção de banheiros

A aquisição de dez kits com material para construção de ba­nheiros também está prevista no documento, sendo investidos R$ 25 mil pelo estado e R$ 7,5 mil pelo município. No entanto, a mão-de-obra caberá aos contri­buintes.

Isto faz com que alguns mora­dores tenham dificuldades, como Maria dos Santos Almeida, 52 anos, que vive na rua Santa Ca­tarina, no centro. Ela não tem ba­nheiro e a família toma banho de mangueira. As necessidades são feitas em uma capunga improvi­sada nos fundos da casa, com a estrutura comprometida devido a constantes deslizamentos.

Ela recebeu, há quatro me­ses, um kit com materiais para construção de banheiro, mas diz que não tem condições para con­tratar mão-de-obra. “O material estragará e meu problema conti­nuará”, lamenta.

Segundo Moreno, o município está impedido por lei de destinar funcionários para obras particu­lares, e também não há previsão para a criação de qualquer lei que mude esta realidade.