Fumicultores  cobram reajuste

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Fumicultores cobram reajuste

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Iniciou-se nesta semana a nego­ciação do preço do fumo para a safra 2010/11.

Produtores, lideranças ligadas ao setor e representantes das indús­trias reuniram-se, na segunda-feira, na sede da Associação dos Fumicul­tores do Brasil (Afubra), em Santa Cruz do Sul.

fumoSegundo o presidente da asso­ciação, Benício Albano Werner, os fumicultores reivindicam um reajuste de 10,87%. “Seria o míni­mo para obter lucro”, destaca. No ano passado, as empresas concederam um aumento de seis a 10%, quando o reivindicado foi de 19%. A arroba (15 quilos) do tipo BO1 está cotada em R$ 106,05 e do tipo TO2 – R$ 100,80.

As indústrias têm até o dia 20 para apresentar sua proposta de reajuste para esta safra. A Uni­versal Leaf, a JTI/Kannenberg e a Alliance One não iniciarão a com­pra neste mês e a Philip Morris de­finirá até o dia 10. A Souza Cruz recebe tabaco em suas unidades.

Produção

Werner destaca que o fumo que está sendo colhido apresenta boa qualidade. A expectativa é de que sejam colhidas 597 mil toneladas de virgínia; 106 mil de burley e dez de variedades comuns de galpão. Isto representa 713 mil toneladas, contra as 691 mil da anterior.

A produtividade também deve ser boa. Para ele, na safra anterior o fumo ocupou 370,8 mil hectares. “Este ano, vamos colher mais em área menor, de 360 mil hectares.”

Insatisfação pelo preço

Márcio Roberto Vogt, 29 anos, de Arroio Grande, Cru­zeiro do Sul, iniciou nesta se­mana a colheita.

Ele destaca a excelente quali­dade das lavouras cultivadas, mas está insatisfeito com o preço e observa que o reajuste deveria ser de 15% para compensar os custos de produção.

Ele calcula uma despesa de R$ 3,5 mil por hectare. “Sobra pouco para o produtor se calcularmos todos os custos com insumos e mão de obra”, diz. Vogt cultivou nesta safra 115 mil pés de fumo.