Comerciantes precavidos contra cédulas falsas

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Comerciantes precavidos contra cédulas falsas

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Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

Com o movimento intenso nas lojas para as compras de Natal e Ano Novo e contratações de trabalhadores temporários, o descuido com o recebimento de moedas falsas aumenta. Máquinas e canetas que identificam o crime tornaram-se um investimento para muitos empresários.
nota falsaNo ano passado, na mesma época, em uma semana foram registradas três ocorrências de notas falsas. Duas em Lajeado e uma em Colinas. As de R$ 100 e R$ 50 repassadas foram distribuídas por um caixa eletrônico de uma agência bancária.
Conforme a diretora-executiva da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Soraide Gräf, nas últimas semanas, não há reclamações de cédula falsa, mas cita que os empresários estão preocupados com os dias movimentados do fim de ano.
A CDL oferta aos lojistas anualmente treinamento e curso de grafodocumentoscopia – ciência que estuda as formas de produção dos documentos falsos e ensina a prevenir- se. O trabalho é realizado por representantes do Banco Central.
A diretora acredita que cada vez mais os empresários adquirirão equipamentos para colocarem nos caixas. A entidade vende máquinas semelhantes às usadas por agências bancárias no valor de R$ 250.
O equipamento tem uma lâmpada especial que mostra marcas na cédula que não podem ser enxergadas a olho nu. Ele detecta documentos de identificação e folhas de cheque falsas.
A gerente administrativa Elisete Fuhr, responsável por uma loja de vestuário do centro de Lajeado, teme o recebimento de mais notas falsas neste Natal, por isso se preveniu com os aparelhos nos três terminais de vendas.
Elisete diz que os funcionários que operam no caixa de cobrança receberam instruções específicas sobre o uso da aparelhagem. “Depois de usarmos o novo sistema, não tivemos mais problemas”, destaca.
Polícia Federal investiga quadrilha
O delegado da Polícia Federal (PF) de Santa Cruz do Sul, Helton Roberto Manzke, conta que há investigações em andamento de uma quadrilha que fabrica as notas fora do país e as importa para troca. Segundo ele, não há cédulas mais fáceis de falsificar, mas as de R$ 50 são mais reincidentes.
Bancos fiscalizam entradas e saídas de cédulas
Na agência da Caixa Econômica Federal, em Lajeado, são feitos os cinco testes de notas falsas sempre que há suspeita. A gerência afirma que os clientes devem sempre conferir e reclamar sobre o dinheiro no ato e cita que às vezes pode ocorrer algum problema tanto no caixa manual quanto no eletrônico.
A principal forma de verificação que os caixas usam é a textura do papel. Em alguns casos, ela se torna mais difícil, pois os falsários descolorem as de R$ 1 e transformam em R$ 50,  ermanecendo o mesmo papel.
Quando a nota falsa é descoberta ela é apreendida e encaminhada mediante formulário ao Banco Central que analisa. A pessoa que pagou com a nota falsa recebe um documento para preencher seus dados pessoais e assinar. Quando verificada a veracidade da cédula, ela retorna para a agência bancária e fica à disposição para que pessoa possa retirá-la.
Vítima continua receosa
A professora Yasmine Bangemann, 48 anos, há um ano, foi vítima do golpe de falsificação. Ela sacou um valor no caixa eletrônico de uma agência bancária no centro de Lajeado e havia uma nota de R$ 50 falsa.
A descoberta foi feita depois de alguns minutos, quando tentou depositar o valor em agência de outro banco.
A agência que recebeu a nota a reteve para análise e entregou um documento com as informações da cédula. Yasmine recorreu ao banco que entregou a nota e recebeu a devolução do dinheiro. “A todos que contei a história me falaram que tive sorte de receber o dinheiro de volta”, comemora.
A professora conta que está precavida, quando recebe dinheiro de outras pessoas. Ela sempre confere todas as notas e nos caixas eletrônicos ela anota o número da máquina, data e hora do saque e confere o dinheiro.

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