Uma aula sobre a realidade brasileira

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Uma aula sobre a realidade brasileira

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Com vasta experiên­cia no jornalismo, o repórter gaúcho Caco Barcellos estará, em Lajeado, amanhã, para dividir com o público sua trajetória de vida. Ele trará um pouco do seu conhecimento e estudos sobre a história e a realidade brasileira. Barcellos é hoje um dos mais re­nomados nomes da comunica­ção no Brasil, especializado em jornalismo investigativo, docu­mentários e reportagens sobre assuntos sociais, principalmen­te injustiças e violência.

cacoHoje, à frente do programa Profissão Repórter, exibido nas terças-feiras na Rede Globo, tra­balhou como correspondente internacional em Nova Iorque e Londres e como repórter das re­vistas Veja e Istoé, e dos progra­mas Globo News, Globo Repór­ter, Fantástico e Jornal Nacional. Barcellos traz informações sobre sua carreira, seus erros, acertos, instigando o público a ser per­sistente e empreendedor. Ele re­trata as dificuldades e barreiras enfrentadas até hoje em sua car­reira, bem como seus sucessos e fatos inusitados.

Barcellos aborda, entre ou­tros temas, a credibilidade do jornalismo; a gestão de grupos de jornalismo investigativo; a produção de reportagens sobre problemas sociais associados à violência, ética e cidadania; e comunicação. O evento é uma promoção do jornal A Hora com apoio da Expovale 2010 e patrocínio de Lojas Benoit e Languiru.

Livros, prêmios e grandes reportagens

O currículo de Caco Barcellos é digno dos grandes jornalistas mundiais. São três livros lança­dos. Dois deles, Rota 66 e Abu­sado, fazem parte do currículo escolar da periferia de grandes cidades brasileiras. O último é indicado em alguns vestibula­res como leitura indispensável. O repórter recebeu o Prêmio Ja­buti, um dos mais prestigiados do país.

Rota 66 é muito lembrado por ter identificado 4,2 mil vítimas mortas pela Polícia Militar de São Paulo. Após o lançamento do livro, o jornalista teve de dei­xar o país devido a constantes ameaças de morte. A publicação rendeu-lhe outro Prêmio Jabuti na categoria reportagem e mais oito prêmios de direitos huma­nos. Seu primeiro livro, A Revolu­ção das Crianças, foi escrito após o autor acompanhar a vitória dos guerrilheiros sandinistas na guerra civil da Nicarágua.

O jornalista recebeu mais de 20 prêmios, todos por reportagens e documentários televisivos. Foi premiado como melhor corres­pondente internacional nos anos de 2003 e 2005, e em 2006 e 2008, eleito o melhor repórter da tele­visão brasileira. Esses prêmios foram realizados pelo site Comu­nique-se com um júri formado por 60 mil jornalistas. Para coro­ar, Caco recebeu em 2008 o Prê­mio Especial das Nações Unidas, sendo eleito como um dos cinco jornalistas que, nos últimos 30 anos, se destacou na defesa dos direitos humanos.