Agricultores contratam máquinas particulares

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Agricultores contratam máquinas particulares

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Agricultores da locali­dade de Arroio Alegre estão indignados com as promessas que a adminis­tração renova há dois anos. Apesar dos pedidos de serviço de máquina, de abertura de estradas e de colocação de material estarem protocolados, não são atendidos.

agricultoresO agricultor Elirio Ferreira diz que foi obrigado a con­tratar máquinas particulares para recuperar o acesso a propriedade e abertura de estrada para escoar a produ­ção. “É uma vergonha. Nem de carroça conseguíamos passar. Temos o direito a duas horas de serviços por ano. Por que isso não é cumprido?”, questiona.

O agricultor gastou R$ 560 pelas horas trabalhadas. Ferreira diz que muitos vizinhos estão na mesma situação. Apesar de gerarem renda, não são atendidos. “Onde está o incentivo ao setor primário que foi pro­metido. Não adianta com­prar máquinas e as deixarem paradas”, observa.

O agricultor comenta que um vizinho denunciou a Secretaria da Agricultura ao Ministério Público porque o serviço de recuperação de um acesso lhe foi negado.

Aldinha Schmitz (PTB) criticou a falta de aten­dimento aos agricultores. Reclamou dos critérios de prioridade, pois além desse problema faltam médicos e remédios. “Enquanto isso investem R$ 25 mil para construir um relógio de flores no parque de exposi­ções”, discorda.

Cinco meses de espera

Após cinco meses e de­pois de protocolar quatro pedidos para colocação de bueiros, o agricultor Pedro Adelmo Noll, de São Vítor, foi atendido.

Ele lamenta a demora, pois o serviço foi executado em menos de 20 minutos. “Deveriam analisar melhor o que é prioridade. Dar mais atenção para nós e menos para o parque de exposi­ções”, diz.

Faltam máquinas

O secretário da Administração, Paulo Stroeher, diz que o maior problema é a falta de máquinas para atender as 700 propriedades rurais do município e o excesso de chuva. “Os serviços são executados conforme a priori­dade, por isso uns têm que esperar um pouco mais e outros menos”, diz.

Stroeher observa que mesmo amparados por lei, os agricultores precisam compreender o cronograma de traba­lho. “Não deixamos de atender ninguém, mas com apenas quatro máquinas os agricultores precisam ter um pouco de calma e respeitar as prioridades”, finaliza.

A lei número 326, artigo 6 que dá direito a cada agricultor receber duas horas de serviços gratuitos foi homologada no dia 22 de abril de 2005 pelo ex-prefeito Lauri Gisch.