Do CTG para salas de aula novas

Notícia

Do CTG para salas de aula novas

Por

Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Crianças que no ano passado tiveram salas de aula subs­tituídas por um galpão do CTG Raízes do Sul agora têm aulas nas salas novas. O prédio será inau­gurado, hoje, às 14h, com a presença do secretário estadual de Educação, Ervino Deon.

Até o início de 2009, as aulas da Escola Estadual Carlos Fett Filho, do bairro Moinhos, eram realizadas em um prédio considerado provisório há 28 anos. Cerca de 60 alunos tiveram que ser remanejados para um galpão junto à escola, devido à precariedade do local.

O novo ambiente, também provi­sório, era impróprio para a educação. Durante a manhã, duas turmas de séries diferentes dividiam o mesmo ambiente e à tarde crianças do 1º ano do Ensino Fundamental assistiam às aulas quase às escuras, visto que havia pouca iluminação.

escolaO apelo dos professores e da comunidade motivou o secretário estadual de Obras Públicas, José Carlos Breda, a vir para a cidade em setembro do ano passado para assinar a autorização de início das obras.

O pavilhão de 378,76 metros quadrados começou a ser erguido em seguida e deveria estar pronto no início deste ano. Contudo, nos primeiros meses, os alunos seguiram com as aulas no CTG.

Agora, os cerca de 200 alunos contarão com ambientes, como três salas de aula, área administrativa, cozinha, refeitório, sanitário e maior espaço nas salas de aula com ar-condicionado. O estado gastou cerca R$ 500 mil no investimento.

Conquista de uma nova escola

A aluna Greice Luisa Dexhei­mer, 11 anos, não teve aulas no CTG, mas estudou em uma sala de aula, considerada por ela, apertada. Hoje, na sala nova, diz que se sente motivada para estudar. “O quadro e as paredes são novas e limpi­nhas. Temos até ar-condicionado”, entusiasma-se. A menina conta que agora a sala é ampla, e a facilidade de aprender o conteúdo é maior.

A professora do 1º ano do Ensino Fundamental, Marisa Battisti Stolben, acredita que ter aulas em um CTG é inconcebível nos dias de hoje. Ela teve que dar aulas no galpão por um ano e disse que tanto ela como os alunos viveram dias difíceis. “Nos dias chu­vosos não nos escutávamos, o barulho era muito alto”, diz. Ela conta que o frio e o calor eram extremos.

A coordenadora regional de Educação, Maria Eunice Rocha Werle, diz que a nova escola é uma vitória. Ela conta que as crianças estudavam em contêineres, depois no CTG, e agora viverão uma nova fase com salas novas.