Atrasados ainda podem se vacinar

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Atrasados ainda podem se vacinar

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

vacinaA campanha de va­cinação contra a gripe H1N1 foi encerrada em todo o Brasil, com mais de 70 milhões de pesso­as imunizadas. A marca superou os 67 milhões de imunizados contra a rubé­ola, em 2008. “Os números mostram o sucesso de nos­sa estratégia, uma vitória de todo o Sistema Único de Saúde (SUS) e da so­ciedade brasileira”, resume o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

A meta nacional de va­cinar pelo menos 80% do público-alvo foi atingida entre doentes crônicos, crianças menores de 2 anos, adultos de 20 a 29 anos, trabalhadores de saúde e indígenas. Por outro lado, a cobertura ainda é baixa en­tre adultos de 30 a 39 anos (60%, com 17,5 milhões de vacinados e público-alvo de 29 milhões) e crianças de 2 a menores de 5 anos (10%, com 1 milhão de va­cinados e público-alvo de 9,6 milhões). Nesses dois grupos, nenhum estado atingiu 80%.Por isso, o Ministério da Saúde determinou com os Conselhos Nacionais de Se­cretários Estaduais (Conass) e Municipais (Conasems) de Saúde que os municípios continuarão vacionando os públicos prioritários que não tenham atingido a meta. Um balanço consolidado com os números da campanha será divulgado na próxima semana.

Mães e novas gestantes

No caso das mulheres grávidas, os 2,1 milhões de vacinadas até o mo­mento representam uma cobertura de 70%. O índice está dentro do es­perado, pois o cálculo do público-alvo foi feito com base na estimativa de nascimentos para todo o ano. “Mas precisamos considerar as gestantes que deram à luz nos primeiros meses do ano, antes da vacinação e as que engravidarão após a campanha”, explica o diretor de Vigilância Epi­demiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage.

Em 2010, foram registradas 540 internações e 64 mortes em decor­rência da gripe H1N1, até 8 de maio. Desse total, 18% dos casos graves e 30% dos óbitos foram em gestan­tes. Por isso, o Ministério da Saúde reforça a importância de que todas as grávidas, em qualquer período da gestação, procurem um posto para tomar a dose da vacina.No ano passado, foram registrados 2.051 mortes em todo o país. Desse total, 1.539 (75%) ocorreram em pessoas com doenças crônicas e 189 entre gestantes. Adultos de 20 a 29 anos concentraram 20% das mortes (416, no total) e os de 30 a 39 concentraram 22% das mortes (454, no total).

Extra para crianças

Haverá novo refor­ço no dia 12, quando ocorre a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, voltada para crianças de 2 anos a menores de 5 anos. Nesta data, as crianças poderão tomar a vacina contra a gripe H1N1, mas apenas nos postos fixos de vacinação e não nas unidades volantes.

“Mas recomendamos que não deixem para imunizar as crianças contra a gripe apenas no dia da campanha da pólio. Procurem se va­cinar antes”, aconselha o ministro Temporão. É importante enfatizar que, após tomar a va­cina, o organismo leva até 14 dias para estar totalmente protegido. As pessoas devem procurar a Secreta­ria de Saúde do seu município para buscar orientações sobre dias e horários de funciona­mento dos postos.

Outro ponto impor­tante é que as crianças precisam tomar duas meias doses da vacina para garantir uma imu­nização completa. A segunda dose deve ser tomada 21 dias depois da primeira. Neste caso, se a criança tomar a primeira dose no dia da campanha da paralisia infantil, os pais e res­ponsáveis devem ficar atentos para levá-las aos postos novamente, para a segunda dose.

Foto carine kruger