Atraso na definição pode comprometer as verbas

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Atraso na definição pode comprometer as verbas

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Marcada para o dia 16 de junho, a vota­ção que pode gerar até R$ 7 milhões em novos investimentos para a região começou com uma campanha atrasada. Como é ano eleitoral o pleito da Consulta Popular que de­finirá quatro projetos entre 14 no Vale do Taquari será antecipado em dois meses, mas a data limite para entre­ga dos projetos é 7 de junho. consulta popularA assembleia do Codevat, realizada na terça-feira, e contando com cerca de 80 lideranças regionais, deveria servir para que fossem defi­nidos os critérios de elabora­ção da cédula, como valores e número de projetos, e como eles seriam divididos. Como não ocorreu a secretária do conselho, Cíntia Agostini, avisa que um novo encontro foi agendado para o dia 26 de maio, a partir das 14h, na Univates, para que sejam apresentados os projetos pe­los 36 municípios que fazem parte do Corede, e definidos os últimos detalhes para formatação da cédula. “Te­mos que amadurecer tudo. Infelizmente pouco se avan­çou neste último encontro”, reconhece, acrescentando que não está definido o limite de projetos, e que isso pode acarretar dificuldades ainda maiores no momento de decidir as prioridades.

No início da assembléia Cíntia apresentou a proposta do conselho. Dois projetos não necessitariam de votos para serem aprovados. O primeiro seria do Codevat, que ficaria com 5% das ver­bas para investir em projetos regionais, e o segundo partiria da Associação dos Muni­cípios do Vale do Taquari (Amvat), que ganharia 25% dos recursos para projetos regionais a longo prazo. Na proposta constavam três pro­jetos com 15% das verbas nas áreas da educação, saúde e segurança. Cada um rece­beria uma parcela de R$ 800 mil. Segundo Cíntia, os 25% restantes seriam para projetos de desenvolvimento. Esta proposta não foi aceita pela assembleia, sob alegação de que o poder de decisão ficaria com os prefeitos, e não com a população. Ao final, ficou definido que 45 % do valor total que o Vale receberá será destinado às áreas da educação, saúde e segurança. Enquanto os 55% restantes serão aplicados em projetos de médio e longo prazo de duração, ligados à agricultura, ao turismo, à pesquisa e à qualificação pessoal. “Mas as parcelas de quanto cada área receberá também não foram defini­das”, lamenta.

Foto Rodrigo Martini