Área verde vira lixão clandestino

Notícia

Área verde vira lixão clandestino

Por

Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Localizado a pouco mais de cinco metros do cemitério municipal do bairro Jardim do Cedro, uma área reservada para o despejo de lixo orgânico está lon­ge de ser corretamente utilizada. Ao invés dos restos de plantas e árvores cortadas pela equipe da secretaria de Agricultura, é possível verificar no aterro da rua Arnoldo Uhry, divisa com o bairro Santo Antônio, restos de construções, lixos residências e industriais, e muito entulho, como sofás, eletrodomésticos, máquinas de lavar, entre outros objetos do gênero. Segundo a secretária de Meio Ambiente, Simone Schneider, responsável pela fiscalização do local, muitas são as dificuldades para que a or­dem se mantenha. “Já cercamos a área por duas vezes, e em ambas, toda a cerca e o material usado foram roubados”, lamenta.

lixaoEla diz que a fiscalização dependeria da presença de um guarda atuando 24 horas, pois se o mesmo ficasse apenas durante o dia, as cargas ilegais seriam despejadas à noite, e vice versa. “Estamos investigando papelei­ros e empresas de tele-entulhos para descobrirmos de onde partem estas cargas”, salienta, acrescentando que existe um projeto para fiscalizar melhor as empresas, cobrando delas os locais e horários dos despejos. Simone diz que estão sendo estudadas outras formas para combater a ilegalidade, como a construção de muros, ou até mesmo a locação de um novo local para se despejar o material orgânico. “Mas não podemos garantir que depois disto o pro­blema não vai continuar, pois se trata de um local muito compli­cado”, observa.

Esgoto a céu aberto em Estrela

No município vizinho de Estrela um esgoto que corre a céu aberto está indignando moradores do bairro Boa União, que vivem próximos da BR 386. Segundo Luis Casanova, que mora ha 12 anos na rua João Lino Braun, uma fossa clandestina localizada em um terreno vizinho é a causadora dos transtornos. “Já protocolei três vezes pedidos junto a secretaria de Meio Ambiente, e eles nem sequer vieram averiguar o problema”, denuncia. Mau cheiro, doenças, e presença de animais são as principais reclamações dele, que diz que se compromete a pagar o encanamento da vala que passa nos fundos de sua casa, desde que a fossa seja fechada corretamente, ou retirada do local. “Isto é uma vergonha”, reafirma. Questionada sobre o assunto, a administração municipal não se manifestou.

Foto Rodrigo Martini