Vale busca profissionalizar previsão meteorológica

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Vale busca profissionalizar previsão meteorológica

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Padronizar as coletas de informações me­teorológicas do Vale de acordo com nor­mas internacionais e equipar os quase 20 “colaboradores do tempo” da Rádio Independen­te com novos aparelhos foram as propostas apresentadas on­tem durante a reunião-café no Parque Histórico de Lajeado.palestra O palestrante do evento foi o professor e diretor da MetSul Meteorologia, Eugênio Hack­barth, que trabalha na área há 23 anos, em São Leopoldo. Hackbarth iniciou os traba­lhos afirmando que a região Sul tem muitas peculiaridades e por conta disso, é muito mais fácil de ser monitorada por pessoas que tenham nas­cido aqui. “Estamos em uma fronteira climática, em que as frentes de ar frio e quente se encontram”, afirma. Para tornar o serviço de previsões mais completo e padroniza­do, o professor demonstrou diversos aparelhos usados na medição de temperaturas e níveis pluviométricos, bem como sua forma de utilização. “Importante que eles sejam usados em locais abertos, sem interferência de prédios ou árvores, e a medida deve ser feita até as 9h, segundo padrões mundiais”, explicou, enaltecendo a quantidade de colaboradores, que segundo ele, não costumam existir em grande número como na região dos vales.

Segundo o engenheiro agrônomo da Emater Regio­nal de Estrela, Nilo Cortez, foi feito um cadastramento de todos os colaboradores, para que a entidade tenha um con­trole maior sobre as previsões. “Iremos visitar esses mete­orologistas amadores para analisar suas estruturas de tra­balho. Depois, com parcerias tentar levar mais condições para que eles desenvolvam as previsões”, afirma. Cortez fa­lou da importância dos dados registrados nos últimos anos, como alguns há mais de 20 anos. palestra“Não podemos perder essas informações. Inclusive existe o interesse da Univates em realizar um banco de dados para armazenar tudo”, adianta. Sobre a importância desse tra­balho, Cortez disse que mui­tos produtores e agricultores da região dependem dessas informações para o plantio e colheita de seus produtos. O professor Hackbarth lembra que os fenômenos metereo­lógicos são ciclos, por isso é possível prever novas en­chentes ou estiagens a partir da análise das previsões de anos anteriores.

Foto Rodrigo Martini